Höröyá se destaca em BMS e fecha parceria com Premier League

Banda brasileira Höröyá grava música tema da Premier League, campeonato de futebol inglês, graças a contato feito no Brasil Music Summit (BMS). O evento foi realizado pelo Brasil Music Exchange — projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) — entre os dias 6 e 9 de fevereiro deste ano.

A Höröyá, que teve álbuns lançados pela gravadora YB Music – Höröyá (2016), Pan BrasAfreeke (2017), Pan BrasAfreeke Vol. 2 (2019) e o single Todo lugar é sertão feat. Chico César (2019), foi uma das bandas convidadas para apresentar showcase durante o evento e sua performance chamou a atenção de Pete Kelly, o Head of Music do canal BT Sport, do Reino Unido. Em entrevista, Pete contou que durante o evento conheceu diversos artistas com potencial para trabalharem juntos, mas foi a apresentação do Höröyá que o impactou.

“Lembro-me de deixar o show deles pensando que não tinha certeza se a oportunidade de trabalhar com eles surgiria, mas se isso acontecesse, eu definitivamente procuraria envolvê-los. Eu amei o quanto de diversão e paixão havia no desempenho deles. Você poderia dizer isso sobre quase todos os artistas que vi na BMS”, conta.

Foi então que surgiu a oportunidade de gravar a música tema da Premier League, a principal competição de futebol da Inglaterra, reconhecida mundialmente. “Eu comissionei o Höröyá para fazer uma cover de Hand Clapping Song, do The Meters. Eles fizeram um ótimo trabalho, produzindo uma nova versão da música com muita variação. Depois dei as hastes da gravação de Höröyá para uma dupla de hip hop do Reino Unido chamada God Colony, que remixou, e depois adicionamos o vocal de Raf Rundell, do grupo The 2 Bears”, explica Pete.

O projeto de gravação da banda para a Premier League é chamado de “Music Sync”. “A técnica é basicamente a modalidade de uso de uma música associada a uma outra peça, que pode ser um audiovisual (filme, série ou filme publicitário) ou um jogo, por exemplo. Em resumo, é escolher uma música que “combine” com uma outra obra e sincroniza-las”, explica Mario Di Poi, produtor executivo da INPUT e diretor executivo do BMS.

Segundo Mario e Pete, não há a “música ideal” para sincronização. Eles explicam que assim como há inúmeros gêneros de música, há inúmeras possibilidades de produções musicais. “Definitivamente, existem estilos de música que são usados mais do que outros, mas trata-se de fazer sua pesquisa. Meu objetivo é sempre ser original. Busco não repetir ideias previamente bem-sucedidas apenas porque eles fazem um trabalho, mas criar novas associações entre boa música e BT Sport”, explica Pete.

Entretanto, Mario ressalta a importância de estruturar bem a equipe e se preparar para oportunidade de sincronização: “é importante ter uma boa apresentação do trabalho, rede social e se possível uma estrutura administrativa e comercial sendo representada por Editora, Gravadora, Manager, figuras que tomam a frente e geram confiança em um momento de negociar uma sincronização. Sempre surgem dúvidas com relação aos direitos e titularidades das músicas e ter empresas a frente dessa relação ajuda bastante a dar consistência em qualquer negociação”.

Mario conta que a maior dificuldade para uma banda entrar no mercado de sincronização é conseguir que music supervisors ouçam e conheçam o trabalho do grupo e, por isso, acredita que o BMS seja uma oportunidade para esse encontro.

“O BMS é um lugar chave para promover esse encontro mágico entra a música e o sync. Nele estão presentes os grandes influenciadores sobre a música de um projeto (Music Supervisors) de um lado e os artistas de outro. O caminho é simples e direto. Você precisa que a sua música chegue no ouvido certo. Que o comprador da música confie em você pois ele está apostando a carreira dele que está tudo certo com sua música. E precisa ter condição de responder rápido quando a oportunidade bater na porta”, conclui Mario.

Pete também concorda que o evento organizado pela BM&A seja essencial para a realização de projetos como esse: “é improvável que eu encontrasse o Höröyá sem o BMS, por isso é uma boa oportunidade para fazer novos contatos. Eu inclusive coloquei alguns outros supervisores musicais em Londres em contato com compositores brasileiros que conheci na BMS. Eventos assim são ótimos!”.

Veja aqui uma entrevista exclusiva com o músico André Ricardo, do Höröyá:

 

Brasil Music Summit destaca atividade do music supervisor

O Brasil Music Summit reuniu 500 profissionais e mais 1400 pessoas do público final entre os dias 6 e 9 de fevereiro, em São Paulo. O evento, promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME), teve os primeiros dois dias dedicados a music branding e sincronização.

A programação desses conteúdos foi comandada por Mario di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora. “Nosso objetivo com esse evento é trazer pessoas que são referências nesses setores para procurar desenvolver o mercado brasileiro, difundindo conhecimento e intensificando-o”, comenta.

Na palestra de abertura, Jen Malone, music supervisor norte-americana indicada ao Emmy por seu trabalho na série Atlanta e responsável pela trilha sonora do filme Creed II, detalhou o processo de criação destes dois trabalhos. A profissional destacou que há muitas diferenças criativas entre séries e longa-metragens, sendo que esses últimos permitem uma atuação mais minuciosa e aprofundada do supervisor musical.

Quem também subiu ao palco para contar um case de sucesso foi Justine Von Winterfeldt. Ela atuou na animação do Netflix Next Gen, que contou com um enorme desafio: conseguir reunir referências da China e dos Estados Unidos.   “Além disso, tivemos que pensar a música de acordo com as características de cada personagem, misturamos elementos feitos nos dois países tendo um desafio extra: o fuso horário”, comentou.

Sanaz Lavaedian, uma das mais renomadas music supervisors para trailers no mundo, compartilhou sua experiência no lançamento dos maiores blockbusters da atualidade. “O trailer é tão importante que os estúdios de Hollywood normalmente encomendam diferentes versões para várias empresas a fim de escolher a melhor. É preciso que represente um bom resumo do que é o filme, gerando impacto, e a parte musical obviamente tem que acompanhar”, disse.

Entre os brasileiros, o case de sucesso do Show da Luna empolgou a plateia com a presença de André Abujamra (Mondo), Márcio Nigro (Mondo) e Kiko Mistrorigo (TV PinGuim). Eles contaram o processo criativo para criar um projeto do zero. O compositor de trilhas para cinema e TV Beto Villares compartilhou um pouco de sua experiência em uma palestra seguida de apresentação musical.

Uma das iniciativas pioneiras dessa edição também foi a realização de um workshop de formação de music supervisors. As atividades foram conduzidas pelas norte-americanas Justine Von Winterfeildt, que trabalhou na área musical da animação da Netflix Next Gen, e Samantha Schilling, diretora criativa da Songtradr, uma plataforma de licenciamento de música que conecta artistas a criadores de conteúdo, como cineastas, produtores de TV e marcas.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 e São Paulo e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Brasil Music Summit encerra edição de 2019 com USD 1 milhão de expectativa de negócios

Entre os dias 6 e 9 de fevereiro, a Unibes Cultural recebeu a segunda edição do Brasil Music Summit (BMS), que contou com a presença de mais de 500 credenciados e mais 1400 pessoas do público final, que foram assistir aos showcases. O evento é promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME).

A conferência reuniu conteúdos relacionados a sync, music branding e live music com foco em exportação de música brasileira e fechamento de negócios internacionais. Os contatos realizados e as rodadas de negócios geraram expectativas de USD 1 milhão para os próximos 12 meses.

“Um dos nossos objetivos essenciais é fornecer às empresas brasileiras uma oportunidade única de entrar em contato com profissionais dos principais mercados-alvo da nossa música, sem precisar sair do Brasil. Para isso, realizamos um amplo trabalho de prospecção de nomes internacionais. Conseguimos atrair diferentes perfis de convidados”, explica o gerente de projetos da BM&A e diretor geral do evento, Leandro Ribeiro.

E completa: “todas estas ações são pioneiras e têm como objetivo deixar o mercado brasileiro da música mais maduro, gerando mais renda, empregos e negócios. Ao compararmos o Brasil com outras nações, percebemos que temos muita capacidade de crescimento em relação ao tamanho do país e à sua grandeza econômica. A Holanda, por exemplo, é 17ª economia mundial e gera USD 1 bilhão com o mercado da música, enquanto o Brasil, que é a 9ª economia, fatura apenas USD 480 milhões. Com isso, vemos que temos um potencial de crescimento de pelo menos USD 500 milhões por ano”.

Programação intensa

Leandro dividiu as atividades da programação com o diretor de live music, André Bourgeois, CEO da Urban Jungle, e o diretor de sync, Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, que foram essenciais nesse processo de busca dos melhores perfis. A abertura da programação teve a presença do diretor executivo da Unibes Cultural, Bruno Assami, do diretor da BM&A Juca Novaes e do diretor da Ancine-SP Carlos Ramos.

A programação se dividiu em quatro pilares: palestras e painéis, focados na apresentação de cases de sucesso e em debates relevantes para a indústria; workshops sobre temas práticos do dia a dia dos profissionais; atividades de negócios e networking, como rodadas de negócios e encontros, e showcases para apresentação de 23 bandas e artistas brasileiros, incluindo nomes como Céu e Karol Conka.

Os 28 convidados internacionais que estiveram no Brasil incluem programadores de festivais, bookers, music supervisors e representantes de agências de publicidade e veículos de mídia. Entre os profissionais de sincronização e music branding, está Jen Malone, indicada do Emmy pela série Atlanta e responsável pela trilha do recém-lançado Creed 2. A profissional ficou muito satisfeita de poder entrar em contato com novos nomes da música brasileira. “Gostei muito de conhecer artistas como Tássia Reis e Xenia França”, comentou.

A área de sincronização incluiu também brasileiros que realizam trabalhos com sucesso aqui e no exterior. É o caso da animação infantil Show da Luna, representada por André Abujamra (Mondo), Márcio Nigro (Mondo) e Kiko Mistrorigo (TV PinGuim), e do cantor e compositor de trilhas para cinema e TV Beto Villares. Dois segmentos também importantes, e-sports e games, mereceram destaque, com a presença dos brasileiros Samuel Ferrari (Mdois), Felipe Junqueira (Mdois), Thiago Adamo (Game Audio Academy) e do inglês Duncan Smith (Sony Playstation). Pete Kelly, head of music da rede inglesa BT Sport também marcou presença: “um excelente evento, um dos melhores em que já estive, com muito conteúdo interessante. Um ponto bastante positivo foi a possibilidade de conhecer novos artistas nos showcases”, declarou.

Na área de music branding, destaque para cases de agências de publicidade ou veículos de mídia que trabalham conteúdo editorial para marcas: a Droga5 e a Vice Media, ambas norte-americanas, e a francesa HAVAS | HRCLS. Entre os cases brasileiros, estiveram as marcas Morana e Oi.

Uma das atividades especiais desenvolvidas nesta área foi um mentoring em parceria com duas empresas: Grupo Fleury e Rappi. “Cada marca enviou previamente um briefing para um grupo de criativos de empresas ligadas à música para o desenvolvimento de projetos customizados”, explica Leandro. No dia 7 de fevereiro, todos os grupos apresentaram as ideias e receberam feedbacks.

A parte de live music contou com booking agents, programadores de festivais e centros culturais, como Barbican Center, Montreal Jazzfest, Festival d’été de Québec, Festival POP Montréal, Festival Rencontres Trans Musicales, Festival Les Suds à Arles e Les Escales Festival. O responsável por esse último, Jérôme Gaboriau, anunciou durante o encerramento do BMS, que fará um palco na próxima edição de seu evento, que acontece em julho, dedicado à cidade de São Paulo. “Para compor o lineup, selecionamos artistas que representam muito bem a música da cidade em diferentes estilos: Edgar, Céu, Sepultura, Tropkillaz, Tássia Reis, Teto Preto e Demônios da Garoa”, anunciou em primeira mão. Andreas Kisser, da banda Sepultura, e as cantoras Céu e Karol Conka fizeram palestras inspiradoras e emocionantes contando os segredos do desenvolvimento das sólidas carreiras no Brasil e no exterior.

O evento se encerrou com a palestra de Renato Martins, jornalista, pesquisador musical e fundador do selo/blog Funk na Caixa, que contou a história do funk, um dos gêneros musicais mais impactantes do mundo.

Primeiros music supervisors do Brasil

Entre os objetivos do BMS, está também a geração de conhecimento para quem quer atuar nas áreas de sincronização e music branding. Por isso, uma das iniciativas foi a realização de um workshop de formação de music supervisors. As atividades foram conduzidas pelas norte-americanas Justine Von Winterfeildt, que trabalhou na área musical da animação da Netflix Next Gen, e Samantha Schilling, diretora criativa da Songtradr, uma plataforma de licenciamento de música que conecta artistas a criadores de conteúdo, como cineastas, produtores de TV e marcas.

“Os Estados Unidos são hoje o país mais avançado do mundo no trabalho do music supervisor. Claro que existem pessoas responsáveis pela parte musical de produções audiovisuais no Brasil, mas aqui essa figura ainda não é tão estruturada quanto lá. Por isso, neste workshop, quisemos mostrar como os profissionais podem potencializar a sua atuação”, explica Samantha.

Para fechar essa atividade, no dia 8, dentro da programação do BMS, aconteceu um Music Supervision Forum, quando os participantes apresentaram os resultados do workshop de supervisão musical e foram realizadas discussões sobre como tornar o papel do music supervisor primordial em produções audiovisuais nacionais que tenham potencial de exportação.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 em São Paulo, e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Brasil Music Summit 2017

Brasil Music Summit recebe mais de 40 convidados internacionais

A segunda edição do Brasil Music Summit acontece de 6 a 9 de fevereiro, na Unibes Cultural, em São Paulo. A plataforma de negócios, networking e propagação de conhecimento é promovida pela Brasil, Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) por meio do programa de exportação de música brasileira Brasil Music Exchange (BME).

O evento, voltado para profissionais da música com foco na geração de negócios no exterior, contará com cerca quarenta palestrantes do Brasil e do mercado internacional. Além de palestras e workshops, representantes da música brasileira contemporânea vão se revezar nos showcases que integram o Festival BMS. Céu, Karol Conka, Luedji Luna, Maria Beraldo, Tássia Reis, Xênia França e Horoyá são alguns dos nomes que fazem parte do line-up.

A conferência faz parte de uma série de ações que a BM&A criou para fomentar a música como parte da economia criativa brasileira, uma indústria ainda com grande potencial de crescimento para geração de renda e empregos. A curadoria desta segunda edição é formada por uma comissão que inclui Leandro Ribeiro da Silva, diretor geral do BMS e gerente de projetos da BM&A, André Bourgeois, CEO da Urban Jungle, e Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora.

“Percebemos que há muitos eventos de música no Brasil, mas nenhum realmente com o foco 100% em gerar negócios fora. E isso está no DNA da BM&A há muito tempo, desde que iniciamos o projeto de exportação Brasil Music Exchange, em conjunto com a Apex-Brasil, em 2003. Além disso, percebemos que muitos talentos e empreendedores da música não conseguem ainda participar de feiras internacionais. Então, nossa ideia é dar abertura e fazer algo aqui no país”, comenta Leandro. E completa: “neste ano, traremos uma ampla delegação de convidados internacionais. Na primeira edição, em 2017, já tivemos um grande grupo, mas agora intensificamos ainda mais os perfis, incluindo programadores de festivais, bookers e selos, para a parte de live music, e supervisores musicais para a parte de sincronização e music branding. Também fizemos parcerias com marcas interessadas nesses mercados”.

Para André Bourgeois, o BMS vai ter um papel de acelerador, de fomentar conexões entre a cultura da música brasileira e o mercado de fora. Acredito que, a cada ano, essa conferência vá crescer e apresentar resultados concretos de negócios, colocando no mapa internacional novos artistas brasileiros, além de fomentar a entrada da nossa música no mercado de audiovisual e em festivais”, diz.

Festival BMS

O line-up do Festival BMS vai contar com apresentações de vinte e três bandas e artistas brasileiros, que foram selecionados por uma curadoria de profissionais do mercado nacional e internacional: Pete Kelly, music supervisor da BT Sport Channel, Geoff Siegel, music supervisor na Fundamental Music, Jérôme Gaboriau, diretor de programação do Festival Les Escales, André Bourgeois, diretor de programação do BMS (live music), Mário di Poi, diretor de programação do BMS (sync e music branding) e Leandro Ribeiro da Silva, diretor geral do BMS e gerente de projetos da Brasil, Música & Artes (BM&A).

O festival será aberto ao público final, que deverá fazer uma reserva online e retirar os ingressos com uma hora de antecedência do primeiro show do dia, na área de credenciamento da Unibes Cultural.

Confira a programação completa.

Leandro Ribeiro da Silva entrevista

BMS entrevista: “a música brasileira tem um potencial de crescimento de pelo menos USD 500 milhões por ano”

A próxima edição do Brasil Music Summit (BMS) acontece de 6 a 9 de fevereiro de 2019, na Unibes Cultural, em São Paulo. O evento, que tem o objetivo de repetir o sucesso da primeira edição realizada em dezembro de 2017, agrega debates e ações de negócios sobre sincronização, music branding e live music com foco em gerar oportunidades para os brasileiros no exterior. Diversos profissionais de países como Estados Unidos e França estarão na capital paulista para fechar negócios e trocar ideias com o público local. Haverá ainda um festival aberto ao público final.

O evento – que conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) por meio do Brasil Music Exchange (BME) – compõe as iniciativas da Brasil, Música & Artes (BM&A) de fomentar a música como parte da economia criativa brasileira, uma indústria ainda com muito potencial de crescimento para gerar mais renda e empregos. O gerente de projetos da BM&A, Leandro Ribeiro da Silva, explica que a ideia de fazer um evento no Brasil totalmente voltado para exportação surgiu da observação de dados do mercado e da verificação de uma lacuna na agenda nacional.

“Ao compararmos o Brasil com outras nações, percebemos que temos muita capacidade de crescimento em relação ao tamanho do país e à sua grandeza econômica. A Holanda, por exemplo, é 17ª economia mundial e gera USD 1 bilhão com o mercado da música, enquanto o Brasil, que é a 9ª economia, fatura apenas USD 480 milhões”, comenta. E completa citando outros exemplos de países com a mesma força econômica que a nossa: “a Itália é a 8ª economia e fatura USD 1,1 bilhão por ano, o Canadá é 10ª e gera USD 1,4 bilhão por ano. Com isso, vemos que temos um potencial de crescimento de pelo menos USD 500 milhões por ano”.

Na entrevista abaixo, realizada por Daniela Reis para o site do BMS, Leandro dá mais detalhes sobre a programação e dicas para quem quiser participar do evento:

Daniela Reis: Por que vocês decidiram dar foco internacional ao evento?

Leandro Ribeiro da Silva: Percebemos que há muitos eventos de música no Brasil, mas nenhum realmente com o foco 100% em gerar negócios fora. E isso está no DNA da BM&A há muito tempo, desde que iniciamos o projeto de exportação Brasil Music Exchange, em conjunto com a Apex-Brasil, em 2003. Além disso, sabemos que muitos talentos e empreendedores da música não conseguem ainda participar de feiras internacionais. Então, nossa ideia é dar abertura e fazer algo aqui no nosso país, para também para ajudar aqueles que não têm oportunidade de ir para fora do Brasil.

Daniela: O que dá a característica internacional ao evento?

Leandro: Para a edição de 2019, planejamos trazer uma ampla delegação de convidados internacionais. Na primeira edição, em 2017, já tivemos um grande grupo de profissionais, como Yassine Saidi, head sênior global de lifestyle na Puma; Matthieu Darti, co-fundador da Antemprima Prime; Marthe-Helene Heraud, supervisora musical; Geoff Siegel, fundador e CEO da Fundamental Music; Joel C. High, CEO da Creative Control Entertainment e presidente da Guild of Music Supervisors dos EUA; Samantha Schilling, diretora de criatividade da Reel Muzik Werks; Carolina Arenas, diretora da Audionetwork; Geoffroy de Rougé, diretor do desenvolvimento internacional do Midem, e Frédéric Lagacé, diretor do Rimouski International Jazz Festival. Agora, intensificaremos ainda mais os perfis, incluindo programadores de festivais, bookers e selos para a parte de live music, e supervisores musicais para a parte de sincronização e music branding. Também fizemos parcerias com marcas interessadas nesse mercado.

Daniela: Quais são as maiores dificuldades que você acredita existir nesses mercados?

Leandro: Especialmente as partes de sync e music branding, ainda são muito novas no Brasil. Por isso, mesmo as pessoas que trabalham com publicidade, não têm conhecimento profundo de suas características. E é isso que queremos mudar. Pretendemos aumentar as oportunidades junto com as empresas, e também mostrar para os profissionais de música que há outras possibilidades dentro do que é feito hoje.

No caso da nossa abordagem com live music no mercado internacional, normalmente os programadores adoram música brasileira e estão dispostos a apostar em novos talentos ou talentos já consolidados aqui no Brasil, mas que ainda não possuem entrada no exterior. Porém, uma barreira muito grande são os custos de logística, especialmente as passagens aéreas. Desta maneira, já estamos negociando com todos os programadores de festivais uma novidade: para cada banda escolhida, entraremos com algum recurso para auxiliar no processo de compra de passagens aéreas. Com esta atitude combinada à qualidade de nossos artistas, acreditamos que vamos eliminar essa barreira e os festivais devem contratar mesmo.

Daniela: Como está a programação da próxima edição, o que você gostaria de destacar?

Leandro: Na edição passada, recebemos muitos pedidos para que fizéssemos um dia dedicado à área de live music. Então, chamamos um associado experiente, que também participa ativamente de várias de nossas atividades de exportação, o André Bourgeois, da Urban Jungle, para nos auxiliar com seu conhecimento e ajudar a trazer profissionais do exterior para falar um pouco sobre esse assunto e fechar negócios com o Brasil. Alguns nomes já confirmados são: Daniel Seligman, programador do Festival POP Montréal, Etienne Ziller, fundador da 3 Pom Prod – Booking Agency, Jérôme Gaboriau, programador do Les Escales Festival, Louis Bellavance, programador do Festival d’été de Québec, Mathieu Gervais, Programador do Festival Rencontres Trans Musicales e Maurin Auxéméry, Programador do Montreal International Jazz Festival, entre outros.

Na área de sync & branding, a gente continua com a parceria com o Mario di Poi, da Inputsom Arte Sonora, que é o curador desse setor e também um profissional que vem atuando fortemente para ajudar profissionais de todo o Brasil. Recentemente, ele esteve nos Estados Unidos fazendo contatos com diretores musicais e music supervisors que trabalham especialmente com produção audiovisual e publicitária em Hollywood. Já confirmamos a presença de profissionais que participaram das trilhas de filmes como Creed 2 e Next Gen, incluindo Jen Malone, indicada ao Emmy por sua atuação como music supervisor da série Atlanta.

Daniela: Na edição passada havia uma área de showcases que esse ano vocês estão chamando de BMS Festival. Como vai funcionar?

Leandro: Este ano nós quisemos aumentar a área de showcases e chamá-la de BMS Festival, pois não se trata de um simples showcase – estamos falando de ter artistas que representam o potencial de exportação da música brasileira. Não só para dar mais possibilidade dos nossos convidados internacionais conhecerem os artistas, mas também para oferecer aos paulistanos uma oportunidade única de curtir os seus cantores e bandas preferidos de forma gratuita, além de conhecer novos nomes da música brasileira. Consideramos que também temos essa missão de difundir os nomes da nossa música, especialmente da independente, no próprio Brasil.

Daniela: Comente sobre as inscrições e os valores.

Leandro: Conseguimos um valor acessível para as credenciais, principalmente por conta da parceria com a Apex-Brasil. Acredito que dessa maneira não pesará para os profissionais de música, e dará a possibilidade para que todos os interessados possam participar. As inscrições estão abertas no site, com valor promocional até o dia 16 de dezembro. O conselho que eu dou é que quem realmente tiver interesse em participar já se inscreva. Além disso, damos a possibilidade para as pessoas que trabalham só em uma área, como live music, ou sync & branding, de irem apenas nos dias em que falaremos sobre esses temas (6 e 7 de fevereiro – sync & branding, 8 e 9 de fevereiro – live music). Para os associados, damos a facilidade de converter os pontos da anuidade para serem usados nas ações da BM&A, como por exemplo, nas credenciais para o Brasil Music Summit.

Uma coisa que é bem interessante do nosso encontro é que também temos uma área online – o BMS Networking, em que os credenciados conseguem falar entre si, para agendar reuniões por exemplo e, assim, potencializar suas possibilidades de negócios.

SOBRE O BME

O Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promove o Brasil Music Summit.

BMS abre inscrições para 2a edição

Brasil Música & Artes abre inscrições para a 2ª edição do Brasil Music Summit

A Brasil Música & Artes abre inscrições para o Brasil Music Summit (BMS), evento para profissionais de música voltado para a geração de negócios internacionais, que acontece em São Paulo, na Unibes Cultural, de 6 a 9 de fevereiro de 2019. A programação, que tem o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios, traz uma novidade: além de conteúdos de sync e music branding, debatidos na edição de dezembro de 2017, haverá dois dias dedicados ao tema live music. A primeira leva de credenciamento com desconto pode ser feita até 16 de dezembro pelo site.

O BMS é organizado com o suporte do Brasil Music Exchange, programa de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a BM&A e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A curadoria dos convidados internacionais é liderada por Leandro Ribeiro, gerente de projetos da BM&A, e conta com a contribuição voluntária de dois associados importantes da BM&A: o diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, Mario Di Poi, especialista em sincronização e música original, e o gerente executivo da Urban Jungle, André Bourgeois, especialista em gestão de carreira internacional. Dessa maneira, ambos têm a atribuição do Diretores de Programação do BMS: André na parte de live music e Mário em sync e music branding.

“A primeira edição do BMS foi muito exitosa, recebemos cerca de 250 profissionais brasileiros para debater sync e branding durante dois dias. Muitos dos que vieram nos pediram para incluirmos live music na programação. Por isso, decidimos aumentar para quatro dias, dedicando 8 e 9 de fevereiro especialmente para esse tema”, detalha Leandro. E completa: “o BMS é o único evento de música que, embora aconteça no Brasil, tem foco praticamente de 100% em exportação de música nas suas mais variadas possibilidades”.

Na edição 2019, está prevista a presença de aproximadamente 30 profissionais internacionais, que participarão não só dos painéis, mas também das rodadas de negócios, workshops e ações de networking com empresas brasileiras. Até o momento, onze nomes já estão confirmados, seis em live music e cinco em sync e branding.

A programação de sync e branding, nos dias 6 e 7 de fevereiro, inclui diretores musicais e music supervisors que trabalham especialmente com produção audiovisual e publicitária em Hollywood, nos Estados Unidos. Também haverá a presença do francês Benoit Dunaigre, fundador e head de som e música da agência HAVAS | HRCLS. “Entre os nomes, estão profissionais que participaram das trilhas de filmes como Creed e Next Gen, incluindo Jen Malone, indicada ao Emmy por sua atuação como music supervisor de Creed 2”, detalha Mario Di Poi.

“Na área de live music, temos diretores de programação de importantes festivais da França e do Canadá, como o Festival d’été de Québec, Festival Rencontres Trans Musicales, Les Escales Festival, Festival POP Montréal e Montreal International Jazz Festival. Estamos buscando ainda mais eventos interessantes da Europa e da América do Norte. Tenho certeza que geraremos muitas oportunidades para os brasileiros. Jérôme Gaboriau do Festival Les Escales, por exemplo, já comentou que deseja selecionar bandas brasileiras para realizar um lineup especial em homenagem ao país na próxima edição”, explica André Bourgeois.

 

Festival

O evento terá uma área de festival, com apresentações de bandas e artistas brasileiros, que serão selecionados por uma curadoria de profissionais do mercado nacional e internacional. Na edição anterior, o lineup contou com oito apresentações de artistas como Emicida e Bixiga 70.

“Percebemos que uma das principais barreiras para a presença de brasileiros em festivais internacionais é a necessidade de recursos financeiros para a logística das bandas. Por isso, a BM&A também tem planos de auxiliar os artistas selecionados durante o evento”, finaliza Leandro.

Para se inscrever na seletiva para o festival, acesse o site.

Para mais informações e inscrições, visite o site do evento.

 

SOBRE O BME

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, o BME realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.

bureau

A presença do Bureau Export de La Musique Française no BMS

A primeira edição do Brasil Music Summit (BMS), acontece na Unibes Cultural em São Paulo, nos dias 4 e 5 de dezembro. O evento foi criado com o intuito de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado da música nas áreas de sincronização e music branding. A expectativa é atrair diversos interessados pela área dentro e fora do Brasil.

Um dos apoios internacionais ao evento, é o Bureau Export de La Musique Française, uma organização que tem como objetivo promover a música francesa no mundo, e ainda trará a editora francesa Anteprima Prime Publisher, específica no assunto.

De acordo com Matthieu Darti, co-fundador da Anteprima Prime publisher, “o objetivo é fazer contatos iniciais com supervisores locais de música e apresentar nosso catálogo. Estamos à procura de uma representação potencial do nosso catálogo de música para a imagem. Por outro lado, estamos abertos às oportunidades de representação e sub-edição de catálogos locais para o território francês.”

O evento é realizado através de uma parceria entre o Brasil Music Exchange (BME), a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Além de rodas de conversas, workshops e outros, o BMS contará com shows de artistas como Emicida, Larissa Luz, a banda Bixiga 70, entre outros.

Para comprar o credenciamento basta entrar no site.

BME promove evento com foco em sincronização e music branding pela primeira vez no Brasil

Com o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado musical nas áreas de sincronização e music branding, o BME (Brasil Music Exchange), projeto de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), criou o Brasil Music Summit: Sync & Music Branding. O evento acontece durante os dias 4 e 5 de dezembro, na Unibes Cultural, e conta com a participação de profissionais nacionais e internacionais em palestras, workshops, showcases e rodadas de negócios.

A ideia do evento surgiu quando o BME estudou o potencial fonográfico brasileiro dentro da cadeia de negócios e percebeu que as áreas de sync e music branding ainda são poucos exploradas no país e possuem muito espaço para se desenvolver. Em 2016, o mercado fonográfico nacional faturou US$ 229,8 milhões. Quando falamos de internet, o Brasil não fica muito atrás e ocupa o quinto lugar em número de usuários digitais, com cerca de 102 milhões de pessoas. Na Netflix, os brasileiros ficam em 10º lugar no ranking de “supermaratonistas”, termo que define os assinantes que assistem à temporada de uma série durante as primeiras 24h do lançamento. No Youtube, o país é sexto no mundo com base em visualizações de vídeo.

Segundo Leandro Ribeiro, gerente do projeto, o evento é importante para expandir esse tipo de negócio entre os profissionais brasileiros e estrangeiros. “A ideia é dar um ponta-pé inicial sobre o assunto, trazendo oportunidades de negócios, networking e conhecimento. Ainda estamos engatinhando por aqui em tudo que diz respeito a estes temas, então, é um início para colhermos frutos a longo prazo”, detalha.

Convidados nacionais e internacionais

A programação já tem nomes confirmados como Samantha Schilling, Creative Director da Reel Muzik Werks, Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, Geoff Siegel, fundador e CEO da Fundamental Music, Joel High, CEO da Creative Control Entertainment. Também merece destaque a presença de Yassine Saidi, Global Senior Head of Lifestyle da Puma, que vem ao Brasil discutir e procurar oportunidades nas áreas de Music Branding.

Mercado com potencial

Um estudo realizado pela International Federation of the Phonograph Industry (IFPI) aponta que a sincronização representa 2,3% das receitas de músicas gravadas atualmente no mundo, o que significa US$ 370 milhões de um total de US$ 15, 7 bilhões. Segundo Mario Di Poi, produtor da Inputsom Arte Sonara, a “Lei da TV Paga” (12.485/2011) impulsionou a ascensão deste setor. ”A exigência aumenta significativamente a demanda por conteúdo brasileiro nos canais de televisão e, consequentemente, por música. A cadeia produtiva musical está cada vez mais preparada para se unir ao audiovisual”, garante.

Em vigor desde 2012, o texto estabelece que os canais pagos veiculem pelo menos 3h30 semanais de produções nacionais em horário nobre, sendo metade desse conteúdo obrigatoriamente criado por empresas independentes. Em 2016, os canais de TV por assinatura exibiram mais conteúdo nacional do que o mínimo exigido pela Lei, de acordo com um relatório produzido pela Ancine (Agência Nacional de Cinema).

Além do faturamento com o licenciamento de música, os negócios com sincronização influenciam diretamente as receitas com direitos autorais por execução pública. Em 2016, os valores globais representaram US$ 2,15 bilhões totalizando 13,7% das receitas totais do mercado fonográfico, um aumento de 7% em relação a 2015. No Brasil, o valor corresponde a US$ 84 milhões.

Leandro explica que, especialmente no caso de sync, mesmo projetos desenvolvidos aqui no Brasil podem representar um aumento nas receitas de exportação. “Muitos projetos audiovisuais são transmitidos no exterior – como é o caso de programas de TV, filmes, animações – ou seja, mesmo que toda a produção tenha sido feita aqui no Brasil, a partir do momento em que ele é licenciado e executado fora, todos os envolvidos ainda lucram com os direitos autorais sobre execução pública”, conclui.

Para mais informações, visite o site do evento.

Programação

Rodadas de negócios (4/12 e 5/12 – manhã)

Voltadas somente para empresas que atuam no mercado de sync & music branding e associadas da BM&A. As empresas que não atendem os requisitos mínimos – podem usar nossa plataforma de networking para agendar suas próprias reuniões. Saiba mais através do link. 

Showcases (4/12 e 5/12 – noite)

Com o objetivo de mostrar um panorama da cena atual da música brasileira, o BME organizou showcases que serão apresentados durante os dois dias do evento, no período da noite. Os associados da BM&A têm direito a uma ajuda de custo com valor ainda a definir e, especialmente para quem é de fora de SP, o valor as passagens aéreas. As inscrições vão até 06 de novembro e somente artistas independentes, managers e produtores podem enviar propostas. Veja as regras e o cronograma aqui. 

Palestras e painéis (4/12 e 5/12)

Apresentação de cases de sucesso e tendências dentro dos mercados de sync & music branding para todos os credenciados com tradução simultânea. Consulte a programação.

Workshops (4/12 e 5/12)

Profissionais convidados irão ensinar a ferramentas e processos do mercado de Sync & Music Branding. As vagas são limitadas, e os workshops são separados por níveis de maturidade de gestão. Ou seja, os “workshops free” podem ser considerados assuntos para iniciantes e os “workshops pro” tratam de assuntos mais complexos. Alguns deles, serão somente em inglês, já que o professor será estrangeiro. Mais detalhes aqui. 

Pitching (4/12 e 5/12)

Voltado para empresas e profissionais que desenvolvem projetos no mercado audiovisual nas áreas de cinema, TV, games, entre outras, que poderão apresentar seus projetos para profissionais do mercado da música com o objetivo de conseguir identificar um parceiro adequado. Veja mais aqui. 

Sobre o BME

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.

Brasil Music Club divulga lineup de showcases abertos ao público nos dias 4 e 5 de dezembro

Com o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado musical nas áreas de sincronização e music branding, o BME (Brasil Music Exchange), projeto de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) promove a Brasil Music Summit (BMS). O evento, que terá programação de palestras e rodadas de negócios, acontece nos dias 4 e 5 de dezembro, na Unibes Cultural.

Nesta semana, o projeto divulgou a programação de showcases, que acontecem nos dias das 19h às 22h. Os artistas Emicida, Nômade Orquestra e Maglore se apresentam em 4 de dezembro junto com o DJ Tudo, que participa intercalando cada show. O segundo dia conta Larissa Luz, Saulo Duarte, Bixiga 70 e DJ MAM na programação. Os shows são abertos ao público em geral e os ingressos estão à venda através do link com preços a partir de R$ 19,50.

A programação diurna do BMS conta com a participação de profissionais nacionais e internacionais em palestras, workshops e rodadas de negócios. Saiba mais no site.

SERVIÇO:

04/12 – 19h às 22h
19h00 – 19h30: Nômade Orquestra
19h30 – 20h00: DJ Tudo
20h00 – 20h30 Maglore
20h30 – 21h00 DJ Tudo
21h00 – 22h00 Emicida

05/12 – 19h às 22h
19h00 – 19h30: Larissa Luz
19h30 – 20h00: DJ Mam
20h00 – 20h30 Saulo Duarte
20h30 – 21h00 DJ MAM
21h00 – 22h00 Bixiga 70

Sobre o BME

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.

SYNC & MUSIC BRANDING SE DESENVOLVEM COMO GRANDE POTENCIAL DE MERCADO

Além das maneiras mais convencionais de se gerar receita com música, há duas formas ainda pouco exploradas: a sincronização com projetos audiovisuais e a associação de música a marcas como parte de uma estratégia de marketing sensorial chamada music branding.

Os países que mais exploram a sync são os Estados Unidos, Reino Unido e a França, que estão cada vez mais desenvolvidos nesse ramo. Comparado a eles, o Brasil teve receita de apenas USD 1,1 milhão em sincronização. Isso representa 0,5% do faturamento total do mercado fonográfico brasileiro em 2016, correspondente ao valor de USD 229,8 milhões segundo informações do Pró-Música Brasil. Em relação a 2015, a receita do mercado de sincronização teve uma queda de 8,4%.

No ano passado, os EUA mobilizaram USD 7,7 bilhões sendo USD 204,3 milhões de sincronização, o que corresponde ao percentual de  2,65% do mercado fonográfico americano. Já o Reino Unido movimentou USD 1,2 bilhões sendo USD 27 milhões de sincronização correspondente a 2,25% do mercado.

Diante desse balanço, a Brasil, Música & Artes (BM&A) por meio do seu programa Brasil Music Exchange (BME), desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) desenvolveu o Brasil Music Summit, uma ação estruturada para fomentar esses tipos de negócios de maneira categórica.  O evento acontece em 4 e 5 de dezembro, na Unibes Cultural, em São Paulo.

Não há dados sobre o mercado de Music Branding no Brasil. Entretanto, o gerente de projetos do BME, Leandro Ribeiro, acredita que aproximar empresas e marcas que investem em publicidade podem aumentar o conhecimento e as oportunidades não só de Music Branding como também de Sync, com benefícios para toda a cadeia. “Por meio do BMS, nós queremos aproximar profissionais e gerar negócios futuros. Nosso desejo também é que os participantes brasileiros, sejam eles empresas ou artistas, possam sentir a importância e o modo como esses temas são tratados lá fora”, afirmou Leandro.

Essa área tem como objetivo ajudar uma marca a construir uma relação consistente com o seu público-alvo, por meio de trabalhos que abrangem a produção de trilhas, identidade sonora, consultoria e curadoria musical de eventos, lojas, ambientes físicos ou digitais, entre outras coisas.

Mercado com muitas oportunidades

O estudo realizado pela Pró-Música Brasil também aponta que a sincronização representa 2,3% das receitas de músicas gravadas atualmente no mundo, o que significa USD 370 milhões de um total de USD 15, 7 bilhões. Segundo Mario Di Poi, produtor da Inputsom Arte Sonara,  a “Lei da TV Paga” (12.485/2011) impulsionou a ascensão desse mercado. ”A exigência da lei vem aumentando significativamente a demanda por conteúdo brasileiro nos canais de televisão e, consequentemente, a demanda por música nestes conteúdos. A cadeia produtiva musical está cada vez mais preparada para se unir ao audiovisual”, afirmou Mario.

Em vigor desde 2012, o texto estabelece que os canais pagos veiculem pelo menos 3h30 semanais de produções nacionais em horário nobre, sendo metade desse conteúdo obrigatoriamente criado por empresas independentes. Em 2016, os canais de TV por assinatura exibiram mais conteúdo nacional do que o mínimo exigido pela Lei, de acordo com um relatório produzido pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), os canais de TV por assinatura exibiram mais conteúdo nacional do que o mínimo exigido pela Lei .

Além das receitas com o licenciamento de música, os negócios com sincronização influenciam diretamente as receitas com direitos autorais por execução pública. Em 2016, os valores globais representaram USD 2,15 bilhões totalizando 13,7% das receitas totais do mercado fonográfico e resultando um aumento de 7% em relação a 2015. No Brasil, o valor do faturamento em direitos autorais corresponde a USD 84 milhões. Leandro explica que, especialmente no caso de sync, bons projetos desenvolvidos aqui no Brasil também podem receitas de exportação. “Muitos projetos audiovisuais são transmitidos no exterior – como é o caso de programas de TV, filmes, animações – ou seja, mesmo que toda a produção tenha sido feita aqui no Brasil, a partir do momento em que ele é licenciado e executado fora do Brasil, todos os envolvidos ainda lucram com os direitos autorais sobre execução pública”, conclui.