Bixiga 70: saiba como a banda conquistou o line-up dos principais festivais do mundo


A banda instrumental Bixiga 70 cresce com grande aceitação internacional. Prestes a completar uma década de existência, o grupo chega a fazer uma média de 30 apresentações por ano. Há quatro anos no Brasil Music Exchange — projeto de internacionalização da música brasileira, realizado por meio de uma parceria entre a  Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Brasil Música e Artes (BM&A) –, a banda já recebeu apoio em ações de grande porte, como um showcase durante a Womex 2016, que aconteceu na Espanha, a participação na SXSW de 2019. 


O grupo já tocou em festivais internacionais de peso, como o Roskilde Festival, na Dinamarca, o Glastonbury Festival, no Reino Unido, e o Montreal Jazz Festival, no Canadá, em show que reuniu mais de 50 mil pessoas em 2017.


A primeira apresentação internacional veio em 2012, com a participação no festival de afrobeat Felabration em Amsterdam ao lado de figuras importantes deste cenário como Tony Allen, Jungle By Night e Woima Collective.


Hoje, o grupo segue com o objetivo de ser conhecido no mundo todo. “Foi a partir de 2006 que comecei a buscar a oportunidade de rodar o mundo com a música”, conta Daniel Nogueira, saxofonista do Bixiga, desde 2010.


Com pegada instrumental, o grupo se beneficia da interação com o público estrangeiro sem os ruídos de comunicação causados pela incompreensão da “música falada” quando em outro idioma. “A música do Bixiga é muito dançante, tem muita percussão, que é uma coisa que não costuma ser tão explorada lá fora como a gente explora aqui no Brasil, e as pessoas gostam muito de se libertar fisicamente e mentalmente também”, completa Daniel.


Com seu quarto álbum gravado: “Quebra-Cabeça”, a banda revela sua maturidade musical e traz um trabalho tão alinhado que já é visto como um ponto de inflexão na carreira. Esse álbum resulta das trocas de experiência que a banda teve com músicos do mundo inteiro em shows que aconteceram na França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Marrocos, Índia, Nova Zelândia e Austrália, por exemplo.


A banda Bixiga 70 é composta pelos músicos: Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclado e guitarra), Rômulo Nardes (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete). Além de “Quebra-Cabeça”, a banda possui mais três álbuns, com o nome remetendo à sua sequência de produção: “I” (2011), “II” (2013) e “III” (2015). O segundo e o terceiro álbuns, gravados já na fase internacional, possuem, respectivamente, os selos da +1 discos, de Londres, e o selo alemão Glitterbeat (eleito pelo Womex o selo mais importante de World Music).

Ouça o álbum “Quebra Cabeça”:


Sobre o BME


O Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música brasileira, realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), apoia a presença da delegação brasileira do evento desde 2005. Os artistas nacionais selecionados para realizar, exclusivamente, showcases também podem pleitear apoio do projeto.