NOTÍCIA


APAP 2013

23/01/2013

Ainda relativamente fresco em minha mente, antes de partir para o Midem, vou contar algumas historias, resultados, resenhas e destaques, e falar um pouco sobre os amigos; novos e velhos, que encontramos ao longo do caminho.

Logo de cara, um grande novo amigo para a BM&A/BME foi Pleimo, que patrocinou nosso estande na APAP, para que Eric Taller & Geysa Castro, (Ginga P.) Flavio de Abreu, (Scubidu) Sergio Krakowski, Dauton Janota (Pleimo), David McLoughlin e eu pudéssemos explorar da melhor forma possível a parceria da BMA com o evento. Obrigado! Dauton e Pleimo, de todos que se beneficiaram da ação ou irão ainda se beneficiar ao longo dos próximos anos. (Plantando sementes! “Imagine” era o tema da APAP deste ano, obrigada John e Yoko!).

Cada brasileiro que participou do evento, incluindo outros, como Jair OliveiraNelson VerasPedro Moraes, que veio a APAP através de outros contatos, se beneficiaram dos eventos das mais variadas formas, e terão que contar suas próprias histórias. Estas informações são as que reuni, já peço desculpas antecipadamente se acabar omitindo o detalhe mais importante de uma história, ou, tomara que não, envergonhar um amigo.

A conferência, e as pré-conferências de Jazz e World Music, aconteceram no Hilton Nova York, de frente para a Avenue of the Americas (6a Avenida), e algumas das sessões aconteceram também no Sheraton Hilton NY, na 7a Avenida, muito convenientemente, ambas a menos de uma quadra de distância do escritório do BrasilMusicExchange em Nova York, meu escritório.

Meu escritório e também sede para Isabel Soffer e sua empresa Live Sounds, e ela, junto com sua sócia Meera Dugal, tem estado extremamente ocupadas co-organizando o 10o aniversário do globalFEST, (o melhor e mais influente showcase de world music do mundo), com Bill Bragin, do Lincoln Center e Shanta Thake, do Joe’s Pub, todos fãs de música brasileira há anos, entre os mais influentes programadores do mundo.

Um dos primeiros colegas internacionais que encontrei na pré-conferência de World Music, brilhantemente concebida e executada por Dmitri Vietze da Rock, Paper, ScissorsSTORYAMP, foi Frédéric Gluzman, um agente/empresário francês, amigo meu, que explicou o por que dele ter que, infelizmente, adiar a apresentação do único grupo de música brasileira agendado para o globalFEST deste ano, a SpokFrevo Orquestra: eles não conseguiram levantar fundos suficientes para a viagem. Eu espero que ano que vem, quando forem reis do carnaval do Recife, eles consigam juntar esse dinheiro para que possam tocar no globalFEST 2014! Meu “antigo país”, a Franca, (o departamento de cultura da Embaixada francesa patrocinou todas as edições do globalFEST desde sua criação), permitindo que o festival exista e garantindo que quatro bandas francesas confirmem sua apresentação todos os anos, com verba adicional vinda de diversos departamentos do governo francês e fontes privadas para transporte.  Algo para o Brasil e seus estados parceiros aspirarem! Um ótimo retorno de investimento para a Franca, vamos trabalhar para isso para o Brasil.

O globalFEST foi, mais uma vez, um evento fantástico, (amei Mucca Pazza, Christine Salem e Lo’Jo, entre outros) e seus ingressos esgotaram logo de cara. Por favor, dê um google para ler críticas fenomenais e ouvir alguns desses grupos sensacionais. Outro grande apoiador da música brasileira, Brian Keigher, mixou os sons como DJ na after-party da globalFEST no Joe’s Pub. Pedro Moraes estava lá também comigo, batendo um papo providencial (Jacob Edgar, Scott Aiges, Meera, Derek Andrews, Bill Bragin), abastecidos de um pouco de Kentucky Cachaça.

Depois, Pedro e eu andamos ate a Nublu, ambiente profissional de um dos apresentadores, Petrit Pula, do Brasil Summerfest, (no qual o Pedro tocou ano passado), mas mesmo tendo alguns amigos lá, aquela cena já estava no fim pelas horas em que chegamos. E falando sobre os grandes produtos de exportação do Brasil, além de Musica+Futebol (Vai Santos!), tivemos a marca de cachaça LEBLON patrocinando generosamente a 2a edição do evento anual Brazilian Explorative Sessions, que acontece no (le) Poisson Rouge, (obrigado Eric!), mais informações sobre isso em breve. Dauton Janota, CEO da Pleimo, trouxe garrafas de Salinas envelhecidas, com a marca do 4 Pleimo, duas das quais foram confiscadas pela alfandega no JFK. Com uma das duas que restaram, servimos aos nossos amigos e visitantes uma dose, enquanto passavam pelo nosso estande na APAP, que era tão afastado que nem mesmo a segurança do hotel ou do evento nos importunou.

Tentamos negociar um lugar melhor, estando perto ou dividindo um espaço com nossa amiga Leticia Montalvo (Tempest Entertainment), empresária da Daniela Mercury e agente da Gal Costa, entre outros artistas. A Leticia participou do Encounters conosco no Rio, evento patrocinado pela BM&A e pelo Sebrae em Julho, junto com Ariel Hyatt (Cyber PR), que também tinha estado no Rio, e também estava participando da APAP e da pré-conferência de World Music, conosco e com Sergio, que promoveu uma ótima jam session com diversos músicos cariocas em seu apartamento em Julho.

Outro amigo de artistas brasileiros, John Hammond, estava palestrando por lá, Hammond de quem o Missing Piece Group hoje promove a artista lançada pela Six Degrees Records (mais amigos da música brasileira) Dom La Nena. Um dos jornalistas do NY Times, Jon Pareles, que fez uma crítica super positiva de seu novo disco, Ela, também participou do Brazilian Explorative Music Sessions, escrevendo visceralmente (estava na minha mesa) durante as seis apresentações, mas em um certo ponto decidiu focar seu artigo  no Pedro Moraes, em uma futura oportunidade, quando Pedro lançar seu novo disco e ele tiver mais espaço (e tempo, eu imagino).

A assessora do Pedro, Fiona Bloom (Bloom Effect), fez um bom trabalho e tinha fotógrafos, jornalistas, amigos VIP, executivos de gravadoras, etc, na apresentação, e eu devo ter convidado mais de 2000 pessoas através dos flyers que entreguei durante a APAP, social media, boca a boca; o show estava relativamente cheio – se não esgotado. Mais importante que qualquer outra coisa, foi uma noite linda, repleta de música, onde todos estavam felizes, mesmo indo até bem tarde se considerarmos ter acontecido durante uma “noite útil”. Foi ótimo, especialmente depois de longos dias na pré-conferencia, na APAP, nas noites do globalFEST, e das duas noites de NYC Winter Jazzfest, concebido, produzido e promovido pela mesma pessoa, Brice Rosenbloom, que marcou a segunda edição do Brazilian Explorative Music Sessions  (obrigada Brice!). Muitos VIPs estavam presentes, incluindo TIM Wilkins, da WBGO’s, que listou Pedro, em um artigo completo, como um dos 10 músicos que “você deveria ter conhecido em 2012!”. Obrigada Tim! Vimos Patrick Darby, de Montreal, Derek Andrews de Toronto, Brian Keigher de Chicago, David Hazan, Tom Silver (Tommy Boy), Donna D’Cruz (Rasa), Jennie Haper (WBAI), Dauton Janota, Nelson Veras, Fernando Grecco, Flavio, Eric and Geyssa, Mohamed Ghastli (Bee Jazz), Jean-Christoph Maillard (Richard Bona, Grandbaton), Laurent David (Yael Naim, Eol Trio…), uma bela turma.

No sábado à noite, no SOB’s, a Leslie Malmed Macedo, da Mamadele Productions (que vai ser mamãe em breve, parabéns!) e sua trupe do Dende, com Larry Gold, organizaram outra forte noite de música brasileira. A Dende, que tocou na primeira edição do Brazilian Explorative em 2012, foram headliners junto com Matuto e a NY Choro, e depois partiram para a Bahia no dia seguinte. Ano passado ele partiu logo depois de seu show!

Teve muito negócio sendo feito também, por todos os brasileiros presentes, além dos showcases e das reuniões. Muitas reuniões foram agendadas antecipadamente e alguns surgiram durante  conferência. O mais importante para todos, na verdade, é o que acontece depois dessas conferências e showcases, com o follow-up de tudo que foi apresentado.

Agora David e eu, junto com outros integrantes da BM&A e BME, e Dauton Janota da Pleimo, e muitos outros executivos brasileiros, partimos rumo a Cannes, na França, para o próximo capítulo em ajudar a criar e estimular oportunidades para toda a música brasileira, artistas e profissionais, da melhor maneira possível. As oportunidades no Midem são também enormes para todos os participantes brasileiros, e estamos empolgados em poder contribuir com esse processo.