NOTÍCIA


Brasil Music Exchange leva delegação brasileira ao Jazzahead!

18/04/2017



O Jazzahead!, uma das principais feiras de negócios e ponto-de-encontro de jazz no mundo, acontece entre os dias 27 e 30 deste mês em Bremen, na Alemanha. O Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música nascido da parceria entre a BM&A e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), realiza ações de apoio à delegação brasileira presente no evento.

Além de organizar um estande coletivo, o BME promove ações de relacionamento com compradores internacionais. Segundo Leandro Ribeiro, gerente do projeto, o Jazzahead! é, cada vez mais, um evento essencial para quem quer ampliar sua rede de negócios, principalmente na Europa. “Como acreditamos muito no potencial da feira, realizamos um forte trabalho de engajamento das empresas a fim de levar uma delegação forte, a maior que já tivemos, com 14 representantes de empresas e artistas”, diz.

Para Dilson Laguna, sócio-fundador da Flow Creative Core, é notável que existe uma revitalização no jazz, com diversos artistas de novas gerações misturando o ritmo com outros estilos musicais, dando uma pluralidade que ajuda a alcançar um público mais amplo. Dilson cita uma pesquisa que a Sofar Sounds - projeto inglês com quem a Flow Creative Core realizou uma parceria - fez com 15 mil pessoas de 18 e 35 anos em 12 capitais brasileiras em 2016. "Os dados mostraram que o jazz é o 3º estilo musical preferido dos entrevistados, ficando atrás apenas do rock e da MPB", explica. 

Frequentador do Jazzahead! desde 2010, Thiago Pellegrino, da Pellegrino Live Music, diz que o evento conseguiu crescer a ponto de se tornar a principal feira do tipo no mundo, incluindo delegações que vão da América Latina à África. “A feira é fantástica, porque ao mesmo tempo que abrange todos as vertentes do jazz, sem barreiras geográficas, alimenta uma discussão permanente sobre a inserção desse gênero na música contemporânea”, detalha. Sobre a importância da presença brasileira no Jazzahead!, o profissional destaca a autenticidade da produção brasileira, o chamado Brazilian Jazz. "Um termo que efetivamente só se usa para o mercado internacional. Então, a qualidade dos nossos músicos, improvisadores e a forma como a bossa nova influenciou o jazz e vice-versa faz da presença do Brasil ali ser fundamental”, conclui.