NOTÍCIA


Porto Musical

11/02/2015



A última edição do Porto Musical aconteceu entre os dias 4 e 7 de fevereiro em Recife, Pernambuco e contou com uma programação que incluiu conferências, workshops, showcases e speed-meetings. 

"Foi minha primeira vez no Porto e foi muito enriquecedor", conta o músico carioca Marcelo Guima. "É bastante gente focada em viabilizar e aquecer o mercado de música. Acho que as speed meetings são as pequenas concretizações, os pontos de partida deste processo que começa com as palestras e o networking". 

"Na semana passada eu fechei de tocar na Sync Summit que é uma feira de sincronização que vai acontecer em Londres em abril, em Nova Iorque em junho, em Hollywood em setembro e eu vou tocar nas três. Aproveitei a presença da Jody Gillett aqui para iniciar o processo de lançamento do meu trabalho no mercado europeu e ela vai me orientar em relação ao mercado londrino. Tenho três discos lançados pelo meu selo chamado Arco e agora vou ampliar para o mercado internacional", adianta.

O Brasil também vem se estabelecendo como ponto de interesse para profissionais estrangeiros do mercado de música. "Fiquei muito impressionado com o Mestre Lourimbau, um músico que participou das gravações que fizemos no estúdio Coaxo de Sapo, em Salvador", conta Crispin Parry, do British Underground, que veio ao Brasil como parte do projeto de intercâmbio musical Bass Culture Clash

O francês Gregoire Bouquet da Boa Viagem Música veio pela primeira vez ao Brasil e estava em busca de lugares para seus artistas se apresentarem. "É uma ótima oportunidade de mostrar a performance dos artistas. Estava em busca de levar meus artistas de cumbia para novos lugares e já estou com possibilidade de levar o Cumbia All Stars para a Coréia através do contato que fiz aqui no Porto", conta. 

Speed meetings - "Já participei de algumas feiras como a APAP, Womex e o Porto Musical, que na época não tinha ainda speed meetings", conta Daniel Nogueira, das bandas Bixiga70 e projeto Coisa Fina. "Acho que essas reuniões somam muito, porque em feiras grandes, tem muita gente importante participando e você fica refém de alguém para te apresentar. Nas speed meetings, você tem um tempo reservado para isso e eu acho 10 ou 15 minutos são o suficiente para você discorrer sobre seu trabalho, é muito eficiente", conta.

"Essa foi uma grande oportunidade de troca. Para o meu trabalho, que é fechar a programação de um festival, as performances ao vivo são essenciais", conta Peter Hvalkof, do Roskilde Festival. "O video ajuda muito hoje em dia, mas ter a possibilidade de vivenciar é incomparável", conta. 

Daniel Nogueira confirma a importância do video. "O Peter ouviu o álbum do Bixiga70 em 2012 mas quando viu o show ao vivo foi outra história, e ele fechou com a gente", lembra. "Ele me disse inclusive que a carreira internacional do Bixiga poderia ter começado em 2012 se a gente tivesse produzido um video de qualidade na época que mostrasse a performance ao vivo", diz. 

Confira a cobertura do Porto Musical feita pelo BME na nossa página do Facebook.