NOTÍCIA


Entrevista com Pedro Moraes durante a APAP 2012

15/02/2012

Considerado por muitos como um dos mais importantes nomes da nova música brasileira, Pedro Moraes, cantor e compositor do Rio de Janeiro foi  tutor e co-organizador do Brasil no evento, Moraes falou com a gente e explicou um pouco sobre sua relação com a BM&A e o destaque da conferência americana.

Como é sua relação com BM&A?
Primeiro, eu soube sobre a BM&A há anos. Tive alguns amigos que já tinham trabalhado com eles e me disseram sobre o projeto. Meu primeiro contato com a equipe foi em 2009, durante o projeto Comprador e Imagem, que anualmente é promovido para melhorar a criação de redes entre artistas brasileiros e possíveis compradores. Havia contatos interessantes do mundo todo no evento. Estava planejando naquela época minha primeira turnê internacional em todo EUA, e naquele momento conheci pessoas muito importantes para esse processo. Me lembro de programadores de Washington, Boston e Chicago. A BM&A também me ajudou a tocar no SXSW.

Como foi sua participação na APAP 2012?
Fui o tutor e co-organizador do “Brazilian Showcase 2012” apresentado no evento. Minha intenção com essa vitrine era unir contatos da BM&A e troca de informações com uma nova visão sobre novos artistas brasileiros, a música brasileira mais sofisticada e vibrante. O acordo era que eu seria o responsável por convidar artistas e ajudá-los com a questão de toda a turnê internacional e a BM&A seria responsável pela promoção e divulgação.

Você poderia falar mais sobre o conceito do “Explorative Brazilian Music”?
Claro!  Explorative Brazilian Music? É um conceito que oferece inovação musical, mas sem perder as referências de seus ritmos tradicionais. Esse tipo de música é muito bem visto fora do Brasil, até mesmo mais do que em nosso país. Pessoas de outros países são mais abertas para essas mudanças e não parecem se importar se você é famoso ou se você volta… é tudo novo. Tocar fora do país é uma oportunidade de ser apreciado por sua música, e não pelo seu marketing.

Como é participar de um evento como este? Quais são os resultados imediatos da sua presença?
Ninguém constrói sua carreira só participando de eventos, mas é muito importante. Para ver minha música tocando em um lugar como o Poisson Rouge, por si já era uma grande conquista. Na verdade, você não pode mensurar os resultados de uma conferência logo após o seu acontecimento, muitos contatos foram feitos e agora, acompanhando os contatos que fiz, é o que faz a diferença. O mais importante é que muitas pessoas importantes que não conheciam meu trabalho, agora conhecem. Isso vale à pena.

Sobre Pedro Moraes:
Considerado um dos mais importantes compositores e cantores no cenário da nova música brasileira teve seu álbum, Claroescuro, como sendo um dos dez melhores CDs de música do mundo de 2012 pelo Boston Globe.

Nunca perdendo de vista sua obra como compositor, Pedro começou, em 2002, um carreira bem sucedida em paralelo com o samba, principalmente com o conjunto ‘É com esse que eu vou’, com quem gravou o aclamado álbum’ Samba do Baú ‘, dedicado a canções inéditas dos maiores mestres da história do gênero mais brasileiro (Paulinho da Viola, Cartola, Nelson Sargento e outros).

Desde 2007, depois de gravar seu primeiro álbum solo, Claroescuro, Pedro Moraes vem se dedicando totalmente a promover sua música, com uma intensa programação de shows que incluiu Europa (Inglaterra, Alemanha e Espanha), Ásia (Índia – Pedro é o primeiro brasileiro artista a ter seu CD lançado por uma gravadora indiana – e Sri Lanka), EUA (três turnês em 2010/2011, incluindo uma no SXSW, no Chicago World Music Festival, no filme Filadélfia e Festival de Música locais de NY, como o Nublu, SOB e Zinc Bar) e uma turnê bem sucedida pelo Brasil, com excelente resposta de público e imprensa.