NOTÍCIA


Projeto Encounters. Confira como foram as edições Rio de Janeiro e Bahia

20/08/2012



O projeto Brasil Music Exchange e a Apex-Brasil realizaram em julho de 2012 duas edições do projeto Encounters – antes chamado de Projeto Comprador & Imagem – nas cidades de Rio de Janeiro e Salvador.

O evento visa reunir compradores de música e jornalistas de várias partes do mundo a artistas, produtores e empresários locais a fim de promover a música brasileira no exterior.

Confira como foram as duas edições:

 

Rio de Janeiro

O Encounters RJ aconteceu entre os dias 16 e 18 de julho, em parceria entre a BM&A e o Sebrae-RJ. O evento teve um total de 120 inscrições. Desse número, 50 artistas e produtores musicais foram selecionados para participar dos debates e seminários, além de terem tido a oportunidade de falar sobre seu trabalho na sessão de pitching. Para a rodada de negócios, que dá ao artista a chance de ter conversas individuais com os produtores internacionais, 19 artistas foram escolhidos. Todos os participantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com profissionais do exterior e pensar um plano de carreira internacional.

Com o tema central em mercado internacional para música brasileira, seus modelos de negócios e principais ações, alguns dos assuntos debatidos, foram: circulação e agenciamento de shows e turnês; comunicação e difusão internacional; direitos autorais no mercado internacional; licenciamento e sincronização; mercado digital: software, serviços e plataformas.

Participaram pela primeira vez do projeto importantes nomes como Matt McDonald, que seleciona os artistas que se apresentam na CMJ Music Marathon, em Nova Iorque, Kyle Hopkins, Supervisor de Música para Microsoft / Xbox e Ariel Hyatt, presidente e fundadora da Ariel Publicity, empresa de social media com sede em Nova Iorque.

 

Salvador

Em Salvador o evento ocorreu entre os dias 5 e 7 de julho em parceria entre a BM&A, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o Sebrae-BA e a Fundação Cultural. Foram 97 inscritos para participar do projeto, entre os quais 16 eram empresas, 17 eram artistas independentes e 64 eram produtores culturais. Destes, 17 foram escolhidos pelos compradores internacionais para participarem da rodada de negócios.

Os convidados do Encounters Bahia foram: Crispin Parry, presidente fundador da British Underground; Felix Hines, especialista em A&R (Artist and Repertoire); Bernardo Gutierrez, jornalista; Wozzy Brewster, empreendedora criativa e Jody Gillett, jornalista.

Impressões

Entre as características do evento que foram mais elogiadas pelos convidados internacionais estão a oportunidade de conhecer outros estilos musicais brasileiros, além dos já tradicionalmente conhecidos, como destacou Hopkins, da Microsoft: “Encounters Rio é uma oportunidade única de entrar em contato com a música brasileira e aprender mais sobre os muitos estilos que existem, além de nos dar a chance de conhecer as pessoas que estão por trás dessas músicas”. E a chance de interação direta com os artistas, como afirma Ariel Hyatt, fundadora da Ariel Publicity: “Já estive em 15 países e já vi muita gente fazendo negócios com música e achei o Encounters fascinante. Ele nos dá a oportunidade de ver uma grande variedade de artistas e de conhecer mais sobre o trabalho deles, o que eles têm para oferecer. O legal do formato é que não somos só nós falando, temos a chance de interagir com eles.”

Em Salvador, o evento aconteceu pela segunda vez. A primeira foi em 2007, mas para Monique Badaró, assessora de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), a edição recente foi mais bem organizada e articulada. “Eu achei que dessa vez houve uma interação maior entre os convidados e o público alvo. O feedback dos artistas que participaram foram muito positivos. E principalmente nessa perspectiva de interação, de poder discutir, perguntar, receber dicas, etc”. Para o jornalista espanhol Bernardo Gutierrez, além de poder ajudar novos artistas, principalmente orientando àqueles com fraca estratégia digital, o que, segundo ele, é essencial nos dias de hoje, o evento promove um encontro interessante. “Acho que sempre deve haver um encontro de povos diferentes, seja na Europa, África, América. Interesses e olhares diferentes que se convergem de alguma forma”, disse.