Brasil Music Summit se encerra com grandes resultados e confirma segunda edição

Cerca de 200 profissionais do mercado da música e de marketing passaram pela Unibes Cultural para conferir a primeira edição da Brasil Music Summit, Sync & Branding. O evento é promovido pelo Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A programação reuniu profissionais da indústria e empresas como Nike, Puma, Estrella Galícia, Natura e Chilli Beans para debater sincronização para o mercado audiovisual e relação entre marcas e artistas. A programação contou com 14 palestras e 10 workshops, além de rodadas de negócios e mentoring sessions. Nessas últimas, empresários do setor tiveram a oportunidade de apresentar ideias e receber feedbacks de Yassine Saidi da Puma Global, Spencer Rinaldi, da Nike Brasil, Juan Paz, da Estrella Galícia, e Evandro Fióti, da Laboratório Fantasma.

“Ficamos muito satisfeitos com o resultado. O evento obteve um grande sucesso e contou com a presença de diversos profissionais qualificados nas áreas de music branding e sincronização, tanto apresentando as palestras/workshops, quanto na plateia, buscando conhecimento, fechando negócios e trocando ideias. Já confirmamos a segunda edição, que deve acontecer no final de setembro”, detalha o gerente da BM&A, Leandro Ribeiro.

Audiência internacional

O evento contou com a participação de diversos convidados internacionais: Samantha Schilling, diretora criativa da Reel Muzik Werks; Carolina Arenas, Head da América Latina da Audio Network; Joel C. High, CEO da Creative Control Entertainment; Marthe-Helene Heraud, supervisora musical; Yassine Saidi, Global Senior Head of Lifestyle da Puma; Frédéric Lagacé, diretor geral do Rimouski International Jazz Festival; Matthieu Darti, confundadador da Antemprima Prime, e Geoffroy de Rougé, diretor do desenvolvimento internacional do Midem.

Os profissionais destacaram a qualidade da música brasileira e comentaram que há diversas oportunidades para os profissionais do Brasil nos segmentos de sincronozação e music branding exterior. “Os brasileiros precisam educar os supervisores musicais, mostrando que a produção do país é maravilhosa, e fazer as coisas acontecerem. Há várias formas de isso ser feito”, comentou Carolina Arenas. “A produção tem que chegar até nós. Se o conteúdo tiver relevância, nós certamente ouvimos e guardamos. Faz parte do nosso trabalho”, completou Marthe-Helene Heraud.

Programação de showcases

A programação de showcases do evento contou com seis shows, Emicida, Bixiga 70, Larissa Luz, Saulo Duarte, Nômade Orquestra e Maglore, e dois DJs: Tudo e MAM. Emicida falou da importância do evento: “nós, que amamos música, precisamos cuidar dela, debater, estudar para que ela cresça da melhor forma, como um filho. Por isso, eventos como esse são tão importantes para o nosso mercado”, finaliza.

Confira algumas fotos do evento:







Veja mais sobre as palestras que ocorreram durante os dias:

DNA da marca e da música.
Estratégias das marcas e música.

Importância do supervisor musical.
Temas variados e suas ligações com a música.

Palestras do segundo dia do BMS tratam sobre DNA da marca e da música

Algumas das palestras realizadas no segundo dia do Brasil Music Summit: Sync & Music Branding, tiveram como foco o estudo do DNA da marca e da música, as influências que representam uma para a outra e o quanto andam em conjunto. Os três palestrantes que se aprofundaram nessa área e transmitiram experiências que acontecem nas empresas que trabalham foram: Ricardo Rodrigues, da Let’s GIG, Yassine Saidi, da Puma Global, e Evandro Fióti, do Laboratório Fantasma.

Para Ricardo, que palestrou sobre “o que é aceitável na relação entre a marca e o artista?”, comentou que “a primeira coisa é fazer um planejamento estratégico da carreira do artista e tentar buscar, principalmente, empresas que possuem maior sinergia com a marca”. Ele assegurou que esse posicionamento é parte integrante do sucesso da estratégia da banda Liniker & Os Caramelows.

Fióti vai mais longe e acredita que é essencial haver uma identificação entre a essência da empresa, dos artistas e dos produtos a eles relacionados. Esse é inclusive um dos pilares a que atribui o sucesso do Laboratório Fantasma. “Lidamos com várias questões e essas não envolvem apenas sim ou não, é preciso saber o porquê dessa resposta”, assegura.


A música no centro


Yassine Saidi
, que veio ao Brasil especialmente para o evento, tratou sobre o trabalho que a Puma faz com diversos artistas, apresentando a parceria bem-sucedida que desenvolveram com a Rihanna. “Não pagamos mais anúncios em revistas, trabalhamos com social media, pois é o que dá mais alcance. Investimos na música, pois é o meio cultural mais poderoso do mundo e usamos as redes sociais para alavancar essa estratégia. Esses projetos estão dando um retorno muito positivo”, diz.

Ele detalhou a trajetória da relação entre moda e música e explicou que vê os artistas no centro da estratégia de qualquer marca de sucesso hoje. “Os artistas do rap refizeram e reeditaram a moda comparado a como ela era feita”, comentou. Segundo ele, essa foi uma tendência irreversível que deve ir mais longe: “Creio que no futuro os artistas estarão à frente de suas próprias marcas. Isso já está acontecendo”.


Fióti
, que também tem uma relação forte com moda, apresentou o case de sucesso da participação da marca Lab na São Paulo Fashion Week. Assim como Yassine, ele também acredita que esse é um momento de muitas oportunidades para quem trabalha com música. “O mercado está mudando de forma favorável”, finaliza.

Confira algumas fotos das palestras:


Painéis do segundo dia do BMS falam sobre estratégias das marcas e música

Parte das palestras realizadas no segundo dia do Brasil Music Summit: Sync & Music Branding, tiveram como foco as estratégias das marcas para engajar a música nesse mundo.

Os quatro palestrantes que mais se aprofundaram nessa área e transmitiram experiências que acontecem nas empresas que trabalham foram: Guilherme Flarys, da Gomus Music Branding, Fernanda Paiva, da Natura Musical, Juan Paz, da Estrella Galícia, e Bruno Santos, da Chilli Beans.

Para Guilherme, a estratégia usada é baseada em “entender a rotina sonora do cliente e saber onde ele está para oferecer produtos que tenham a ver com ele”. O profissional também ressaltou a importância da música na vida de todos e o quanto as empresas devem explorar esse lado, “música muda tudo e pode trazer novos significados e experiências”.

Tratando mais sobre as marcas que utilizam essa influência da música e são grandes destaques nesse segmento, Bruno e Fernanda falaram do sucesso que as respectivas marcas em que trabalham possuem nesse segmento. Sobre a Natura Musical, Fernanda explicou sobre os desafios e os trabalhos realizados até o projeto ganhar a proporção que tem hoje.

Já em relação ao trabalho da Chilli Beans, Bruno falou das parcerias que a marca possuiu com artistas/bandas renomadas como The Beatles, Rita Lee, Legião Urbana, entre outros, e como isso influenciava no projeto que tinham para aumentar o alcance da marca. Hoje, eles trabalham com artistas como Pabllo Vittar e festivais como Rock In Rio.

Em um dos últimos painéis do dia, Juan Paz falou sobre o trabalho que a Estrella Galícia vem realizando para incluir a música e apoiar artistas. Eles possuem um projeto chamado “SON Estrella Galícia”, que divulga diversas bandas/artistas pelo mundo, além de realizar festivais e possuir espaços que combinam a música com a marca da cerveja.

Confira algumas fotos:



Painel ressalta a importância do supervisor musical

Um dos painéis mais interessantes da Brasil Music Summit: Sync & Music Branding tratou sobre o papel do supervisor musical, dando muitos caminhos e abrindo oportunidades para os brasileiros que quiserem trabalhar na área. A discussão foi moderada por Mário Di Poi, da Inputsom Arte Sonora, e composta por Geoff Siegel, da Fundamental Music, a supervisora musical Marthe-Helene HeraudCaroline Arenas, da Audionetwork , e Luiz Buff, da 1M1 Arte.


Marthe-Helene
falou da necessidade de o supervisor ter uma cultura musical bastante ampla, uma rede de relacionamentos intensa, conhecimento do mercado e muito repertório. Já Luiz destacou a necessidade de ter tudo bem organizado, “deixar sempre tudo colocado no papel e ter tudo bem negociado do ponto de vista jurídico, além de cada um que faz parte da composição”, afirmou.

Carolina e Geoff ressaltaram a qualidade da música brasileira, mas a dificuldade que possuímos em levá-la para fora do país. Para Carolina, “os supervisores musicais do Brasil precisam ser educados que a música boa está aqui. O jazz, por exemplo, é surpreendente. Vocês têm que fazer as coisas acontecerem ao invés de esperar as oportunidades virem”, destacou. Geoff complementou dizendo “o talento musical está aqui, mas ele precisa chegar até Los Angeles”.

Para finalizar o painel, Luiz também falou sobre a importância de conhecer sobre os direitos autorais musicais e como funciona todo o processo. “É necessário ter acesso às ferramentas de pesquisa para saber quem são os donos dos direitos de cada música, pois é muito difícil, às vezes, saber quem são os detentores destes”, disse ele.

Confira fotos do painel:

Palestras do primeiro dia do BMS abordam diversos temas e suas ligações com a música

O primeiro dia de painéis e palestras do Brasil Music Summit: Sync & Music Branding contou com discussões de diversos temas relevantes para sincronização: o relacionamento entre ofertantes de música e produtores do mercado audiovisual, as tendências da música e realidade virtual, o poder da música na animação, com foco no case do filme “O Menino e o Mundo e da série “Salvos de Extinção”, e o trabalho em megaeventos como a Copa do Mundo de 2014.

Na primeira palestra, Samantha Schilling, da Reel Muzik Werks, falou sobre a divulgação da música e a procura dos produtores por estas: “O mais importante são os relacionamentos. Saber o que você está fazendo e para quem está fazendo. É necessário saber em que está trabalhando. Muitas pessoas não procuram um tipo de música simplesmente por não saber que ela existe”, disse.

Já no painel ligado às tendências, moderado por Mário Di Poi, da Inputsom Arte Sonora, e comandada por Fábio Hofnik, da Hyper VR, Bernardo Massot e Evandro Cavalcanti, ambos da Sonido, falaram sobre o crescimento da realidade virtual. Para Fábio, “a realidade virtual vai superar a televisão, pois a tendência é migrar para novas mídias, e essa área está recebendo muito investimento”.

Cases de sucesso

Dentro dos painéis que apresentaram cases de sucesso, Alexandre Guerra, da Inputsom Arte Sonora e Maurício Dias, da Grifa Filmes, falaram sobre todo o processo criativo envolvido na trilha sonora de série “Salvos de Extinção”, que teve trilha gravada na Hungria.


Ruben Feffer
e Gustavo Kurlat, ambos da Ultrassom, falaram sobre o sucesso da música na animação. Em especial “O menino e o mundo” e a criação de todas as sonoras que aparecem no filme. “Pensamos a música de uma maneira que cada lugar trouxesse referências musicais. A narrativa foi criada pela música”. A trilha do filme foi inteira criada, sem serem copiados sons.


Otávio de Moraes
contou a experiência de participar de um megaevento. No caso, a Copa do Mundo de 2014. Ele foi responsável pela abertura e encerramento do evento. Em um processo bastante complexo, que levou oito meses, ele enfrentou diversos desafios. Entre eles, a necessidade de realizar uma música universal, na qual diversas nações se vissem representadas.

Confira algumas fotos das palestras:





BME PROMOVE BRASIL MUSIC SUMMIT COM FOCO EM SYNC E MUSIC BRANDING

Com o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado musical nas áreas de sincronização e music branding, o BME (Brasil Music Exchange) criou o Brasil Music Summit. O evento acontece em 4 e 5 de dezembro na Unibes Cultural, e conta com palestras, workshops, showcases e rodadas de negócios que visam impulsionar a posição do País dentro do mercado de música global.

O mercado fonográfico nacional faturou US$ 229,8 milhões. Quando falamos de internet, o Brasil não fica muito atrás e ocupa o quinto lugar em número de usuários digitais, com cerca de 102 milhões de pessoas. Na Netflix, os brasileiros ficam em 10o lugar no ranking de “supermaratonistas”, termo que define os assinantes que assistem a temporada de uma série durante as primeiras 24h do lançamento. No Youtube, o país é sexto no mundo com base em visualizações de vídeo.

Diante de todos esses números, o BME estudou o potencial fonográfico brasileiro dentro da cadeia de negócios e percebeu que as áreas de Sync e Music Branding ainda são poucos exploradas por empresários e artistas nacionais. Segundo Leandro Ribeiro, gerente de projetos do BME, o evento é importante para expandir esse tipo de negócio entre os profissionais brasileiros. A ideia é dar um ponta-pé inicial sobre o assunto, trazendo oportunidades de negócios, networking e conhecimento. Ainda estamos engatinhando por aqui em tudo que diz respeito a estes temas, então, é um início para colhermos frutos a longo prazo”, disse Leandro.

Sync & Music Branding

Os Estados Unidos são um dos maiores mercados em termos de sincronização. No relatório anual da RIAA – Recording Industry Association of America, a organização aponta que o País faturou USD 204 milhões em 2016. Outros países também apresentaram boa receita dentro do mesmo período como a França com lucro de USD 18 milhões e o Reino Unido com USD 27 milhões. Já o Brasil, segundo a Pro-Musica Brasil (Produtores fonográficos associados), teve ganho de apenas USD 1,1 milhão de licenciamento para sincronização em projetos audiovisuais. Em relação a 2015, a receita de sync brasileira caiu 8,4%, enquanto outros países tiveram crescimento de 2% a 3%.

Quanto ao mercado de music branding, o Brasil não possui dados sobre o setor, mas Leandro afirma que é um tipo de negócio com potencial de expansão. “Nós não temos números para comparação, mas podemos perceber claramente o quanto o mercado pode ser desenvolvido pelas dificuldades enfrentadas por produtores de eventos para conseguir patrocínios, por exemplo. O Brasil é um país continental e possui um grande potencial para aumentar exponencialmente estas oportunidades tanto no mercado doméstico quanto globalmente”, finaliza Leandro.

A programação do evento conta com a participação de diversos profissionais como Samantha Schilling, Creative Director da Reel Muzik Werks, Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, Geoff Siegel, fundador e CEO da Fundamental Music, Joel High, CEO da Creative Control Entertainment, entre outros convidados.

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.