Höröyá se destaca em BMS e fecha parceria com Premier League

Banda brasileira Höröyá grava música tema da Premier League, campeonato de futebol inglês, graças a contato feito no Brasil Music Summit (BMS). O evento foi realizado pelo Brasil Music Exchange — projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) — entre os dias 6 e 9 de fevereiro deste ano.

A Höröyá, que teve álbuns lançados pela gravadora YB Music – Höröyá (2016), Pan BrasAfreeke (2017), Pan BrasAfreeke Vol. 2 (2019) e o single Todo lugar é sertão feat. Chico César (2019), foi uma das bandas convidadas para apresentar showcase durante o evento e sua performance chamou a atenção de Pete Kelly, o Head of Music do canal BT Sport, do Reino Unido. Em entrevista, Pete contou que durante o evento conheceu diversos artistas com potencial para trabalharem juntos, mas foi a apresentação do Höröyá que o impactou.

“Lembro-me de deixar o show deles pensando que não tinha certeza se a oportunidade de trabalhar com eles surgiria, mas se isso acontecesse, eu definitivamente procuraria envolvê-los. Eu amei o quanto de diversão e paixão havia no desempenho deles. Você poderia dizer isso sobre quase todos os artistas que vi na BMS”, conta.

Foi então que surgiu a oportunidade de gravar a música tema da Premier League, a principal competição de futebol da Inglaterra, reconhecida mundialmente. “Eu comissionei o Höröyá para fazer uma cover de Hand Clapping Song, do The Meters. Eles fizeram um ótimo trabalho, produzindo uma nova versão da música com muita variação. Depois dei as hastes da gravação de Höröyá para uma dupla de hip hop do Reino Unido chamada God Colony, que remixou, e depois adicionamos o vocal de Raf Rundell, do grupo The 2 Bears”, explica Pete.

O projeto de gravação da banda para a Premier League é chamado de “Music Sync”. “A técnica é basicamente a modalidade de uso de uma música associada a uma outra peça, que pode ser um audiovisual (filme, série ou filme publicitário) ou um jogo, por exemplo. Em resumo, é escolher uma música que “combine” com uma outra obra e sincroniza-las”, explica Mario Di Poi, produtor executivo da INPUT e diretor executivo do BMS.

Segundo Mario e Pete, não há a “música ideal” para sincronização. Eles explicam que assim como há inúmeros gêneros de música, há inúmeras possibilidades de produções musicais. “Definitivamente, existem estilos de música que são usados mais do que outros, mas trata-se de fazer sua pesquisa. Meu objetivo é sempre ser original. Busco não repetir ideias previamente bem-sucedidas apenas porque eles fazem um trabalho, mas criar novas associações entre boa música e BT Sport”, explica Pete.

Entretanto, Mario ressalta a importância de estruturar bem a equipe e se preparar para oportunidade de sincronização: “é importante ter uma boa apresentação do trabalho, rede social e se possível uma estrutura administrativa e comercial sendo representada por Editora, Gravadora, Manager, figuras que tomam a frente e geram confiança em um momento de negociar uma sincronização. Sempre surgem dúvidas com relação aos direitos e titularidades das músicas e ter empresas a frente dessa relação ajuda bastante a dar consistência em qualquer negociação”.

Mario conta que a maior dificuldade para uma banda entrar no mercado de sincronização é conseguir que music supervisors ouçam e conheçam o trabalho do grupo e, por isso, acredita que o BMS seja uma oportunidade para esse encontro.

“O BMS é um lugar chave para promover esse encontro mágico entra a música e o sync. Nele estão presentes os grandes influenciadores sobre a música de um projeto (Music Supervisors) de um lado e os artistas de outro. O caminho é simples e direto. Você precisa que a sua música chegue no ouvido certo. Que o comprador da música confie em você pois ele está apostando a carreira dele que está tudo certo com sua música. E precisa ter condição de responder rápido quando a oportunidade bater na porta”, conclui Mario.

Pete também concorda que o evento organizado pela BM&A seja essencial para a realização de projetos como esse: “é improvável que eu encontrasse o Höröyá sem o BMS, por isso é uma boa oportunidade para fazer novos contatos. Eu inclusive coloquei alguns outros supervisores musicais em Londres em contato com compositores brasileiros que conheci na BMS. Eventos assim são ótimos!”.

Veja aqui uma entrevista exclusiva com o músico André Ricardo, do Höröyá:

 

Participantes do BMS 2019, Teto Preto e Rakta, marcam presença no line up do Pop Montreal

Duas bandas brasileiras estão entre as atrações do festival de música independente de Montreal, no Canadá, o Pop Montreal. Os shows das bandas Teto Preto e Rakta acontecem no dia 28 de setembro e são conquistas da última edição do Brasil Music Summit, evento organizado pelo Brasil Music Exchange, projeto de exportação de música brasileira, realizado por meio de uma parceria entre o Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Ambas as bandas apresentaram showcases durante o BMS e chamaram a atenção do programador do Pop Montreal, Daniel Seligman, que veio ao Brasil a convite do evento.

Para Leandro Ribeiro, gerente do BME, é muito gratificante viabilizar projetos como este que, além de usarem o edital de apoio para shows no exterior, fizeram parte também do Brasil Music Summit. “Isso mostra o quanto estamos no caminho certo.  Nossas ações estão cada vez mais integradas para que uma sempre dê continuidade para a outra, fechando um ciclo de apoio e iniciando a jornada dos participantes no mercado global”, ressalta.

Nesta edição, o festival Pop Montreal completa 18 anos de existência. São cinco dias de apresentações que acontecem entre os dias 25 e 29. A cada edição, mais de 400 artistas se apresentam para público de mais de 60 mil pessoas. Além de shows, os fãs podem conferir concertos, discussões em simpósios, exposições de artes e artes visuais, desfiles de moda, exibições de filmes e festas.

Para Thiago Franco, produtor da banda, o show no festival Pop Montreal é uma convocação para todos os sexos, raças e opções sexuais para o front desse ritual de transformação do luto em luta.”Ter a oportunidade de levar nosso trabalho a lugares tão legais é uma alegria brasileira, que se mistura com desespero”.

Os primeiros trabalhos do grupo Teto Preto  foram lançados pelo selo da festa que acontece em São Paulo, chamada Mamba Negra, o MAMBA rec, em 2016. O EP Gasolina foi prensado em vinil com duas faixas marcantes: “Já Deu Pra Sentir” e “Gasolina”. Na sequência, em 2018, “Bate Mais”, foi o single em antecipação ao primeiro álbum de estúdio completo da banda, chamado Pedra Preta.
O grupo tem entre seus integrantes William Sprocati, trombone e percussão; Savio de Queiroz, produtor e sintetizadores; Laura Diaz, vocalista; Pedro Zopelar é o DJ e Loic Koutana, performista.

Já o som da Rakta é bem diferente: um rock que se aproxima do punk. O trio foi fundado em 2011 e é composto por Maurício Takara na percussão e bateria; Carla Boregas, no baixo e eletrônicos, e Paula Rebellato, no sintetizador e voz.

O grupo paulista tem três álbuns em sua discografia:  Typical Girls (2016), Oculto Pelos Seres (2017) e Falha Comum, lançado este ano.

Confira Gasolina, de Teto Preto:

Confira Ruína, de Rakta:

 

Sobre BME

O Brasil Music Exchange auxilia a exportação de empresas dos mais diversos tipos de negócios da música. Para isso, desenvolve atividades de promoção, imagem e inteligência de mercado, entre outras.

Sobre BMS

Evento com o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado musical nas áreas de live music, sincronização e music branding. Oferece palestras, workshops, rodadas de negócios e promove shows de artistas brasileiros para impulsionar a posição do país dentro do mercado de música global. Além de profissionais brasileiros, o Brasil Music Summit conta com a participação de especialistas internacionais.

Live music: Céu, Karol Conka e Supultura dividem seus cases de sucesso

Diferentes trajetórias e estilos musicais, mas a mesma conquista: sucesso no Brasil e no exterior. Andreas Kisser, do Sepultura, e as cantoras e compositoras, Céu e Karol Conka emocionaram a plateia do Brasil Music Summit (BMS) contando as dificuldades e vitórias de suas bem-sucedidas carreiras. As apresentações aconteceram durante os dois dias dedicados a live music, 8 e 9 de fevereiro.

O evento, que aconteceu de 6 a 9 na Unibes Cultural, é promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME), contou com mais de 500 congressistas, além de 1400 pessoas do público final, que foram assistir aos showcases.

“Quisemos trazer histórias inspiradoras e, ao mesmo tempo, realizar workshops com temas práticos que são fontes de dúvidas entre os profissionais, como vistos e taxas para a execução de shows no exterior”, comenta o diretor da programação de live music, André Bourgeois, CEO da Urban Jungle.

Andreas falou sobre a ascensão internacional do Sepultura, certamente uma das bandas brasileiras que mais realizou shows internacionais, merecendo até mesmo um documentário na Netflix.

Em um bate-papo com André, que também é seu empresário, a cantora Céu relembrou desde o começo da carreira, quando tocava em casas noturnas da Vila Madalena e da Rua Augusta, até o momento em que se apresentou em grandes festivais, como o Coachela, e a presença entre as 200 mais tocadas da Billboard nos Estados Unidos em 2007. “Quando estávamos fazendo a nossa distribuição independente e colocando os discos em caixa, recebemos uma notícia dessas. Foi incrível. A gente vendia 10 mil discos por semana na época”, relembra André.

Entrevistada por Evandro Fióti Roque de Oliveira, da Laboratório Fantasma, Karol Conka relembrou não apenas momentos emocionantes da carreira, mas também comentou a sua marca como ícone do empoderamento feminino. “Uma vez a minha mãe me perguntou de onde que eu tiro tanta informação para escrever. Eu falei para ela que eu observo muito e tudo para mim é uma poesia”, descreveu.

Duas mesas redondas também tiveram como objetivo elucidar as dúvidas do público em debates relevantes para os profissionais de live music. No debate “O que vem primeiro: o selo ou o booker?”, representantes de selos/gravadoras e booking agencies debateram como amarrar parcerias para se ter a melhor representação no exterior, especialmente no que diz respeito à venda de shows e divulgação/lançamento de suas músicas.

Os representantes dos festivais internacionais e centros culturais presentes no evento – Barbican Center, Montreal Jazzfest, Festival d’été de Québec, Festival POP Montréal, Festival Rencontres Trans Musicales, Festival Les Suds à Arles e Les Escales Festival – se reuniram em um painel no qual explicaram o que levam em conta na hora e selecionar artistas para os seus lineups. Entre as dicas, está a realização de uma boa apresentação digital da banda de forma rápida e clara, mostrando a essência da música.

O evento se encerrou com a palestra de Renato Martins, jornalista, pesquisador musical e fundador do selo/blog Funk na Caixa, que contou a história do funk, um dos gêneros musicais mais impactantes do mundo.

Showcases 

O Brasil Music Summit (BMS) reuniu 23 apresentações musicais em quatro dias de programação no BMS Festival. Além dos congressistas, os shows foram abertos ao público final, sendo assistidos por cerca de 1400 pessoas. O lineup foi selecionado por uma comissão de profissionais do Brasil e do exterior e teve nomes como Céu e Karol Conka, além de Tássia Reis, Xenia França, Luedji Luna, Drik Barbosa, Barbatuques, Höröya, Teto Preto, Josyara, Beto Villares, Mestrinho e Nicolas Krassik, Quarteto Roda de Choro, Filó Machado, Gabriel Grossi, Tuyo, Felix Robatto, Black Mantra, Autoramas, Rakta, Maria Beraldo e Ricardo Herz Trio.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 e São Paulo e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Brasil Music Summit destaca atividade do music supervisor

O Brasil Music Summit reuniu 500 profissionais e mais 1400 pessoas do público final entre os dias 6 e 9 de fevereiro, em São Paulo. O evento, promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME), teve os primeiros dois dias dedicados a music branding e sincronização.

A programação desses conteúdos foi comandada por Mario di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora. “Nosso objetivo com esse evento é trazer pessoas que são referências nesses setores para procurar desenvolver o mercado brasileiro, difundindo conhecimento e intensificando-o”, comenta.

Na palestra de abertura, Jen Malone, music supervisor norte-americana indicada ao Emmy por seu trabalho na série Atlanta e responsável pela trilha sonora do filme Creed II, detalhou o processo de criação destes dois trabalhos. A profissional destacou que há muitas diferenças criativas entre séries e longa-metragens, sendo que esses últimos permitem uma atuação mais minuciosa e aprofundada do supervisor musical.

Quem também subiu ao palco para contar um case de sucesso foi Justine Von Winterfeldt. Ela atuou na animação do Netflix Next Gen, que contou com um enorme desafio: conseguir reunir referências da China e dos Estados Unidos.   “Além disso, tivemos que pensar a música de acordo com as características de cada personagem, misturamos elementos feitos nos dois países tendo um desafio extra: o fuso horário”, comentou.

Sanaz Lavaedian, uma das mais renomadas music supervisors para trailers no mundo, compartilhou sua experiência no lançamento dos maiores blockbusters da atualidade. “O trailer é tão importante que os estúdios de Hollywood normalmente encomendam diferentes versões para várias empresas a fim de escolher a melhor. É preciso que represente um bom resumo do que é o filme, gerando impacto, e a parte musical obviamente tem que acompanhar”, disse.

Entre os brasileiros, o case de sucesso do Show da Luna empolgou a plateia com a presença de André Abujamra (Mondo), Márcio Nigro (Mondo) e Kiko Mistrorigo (TV PinGuim). Eles contaram o processo criativo para criar um projeto do zero. O compositor de trilhas para cinema e TV Beto Villares compartilhou um pouco de sua experiência em uma palestra seguida de apresentação musical.

Uma das iniciativas pioneiras dessa edição também foi a realização de um workshop de formação de music supervisors. As atividades foram conduzidas pelas norte-americanas Justine Von Winterfeildt, que trabalhou na área musical da animação da Netflix Next Gen, e Samantha Schilling, diretora criativa da Songtradr, uma plataforma de licenciamento de música que conecta artistas a criadores de conteúdo, como cineastas, produtores de TV e marcas.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 e São Paulo e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Music branding: as marcas no foco da música

Um tema ainda novo para alguns profissionais de marketing e música, o music branding, compôs a programação do segundo dia, 7 de fevereiro, do Brasil Music Summit 2019. A conferência reuniu 500 profissionais e mais 1400 pessoas do público final entre os dias 6 e 9 de fevereiro, em São Paulo. O evento, promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME), teve os primeiros dois dias dedicados a music branding e sincronização.

“Conseguimos cumprir um objetivo muito importante: queríamos trazer para esse evento agências de publicidade e profissionais de marketing de diversos segmentos. Vamos cada vez mais estreitar esses laços. Afinal, todos os lados só têm a ganhar”, detalha o diretor geral do BMS e gerente de projetos da BM&A, Leandro Ribeiro.

Uma das atividades especiais desenvolvidas na área de music branding foi um mentoring em parceria com duas empresas: Grupo Fleury e Rappi. “Cada marca enviou previamente um briefing para um grupo de criativos de empresas ligadas à música para o desenvolvimento de projetos customizados”, explica Leandro. No dia 7 de fevereiro, todos os grupos apresentaram as ideias e receberam feedbacks.

Na programação principal, palestras de marcas, veículos de mídia e agências de publicidade: uma mais aguardadas foi a de Charlotte Von Kotze, diretora de música da Vice Media, que desenvolve projetos de conteúdo para marcas, tendo a música como espinha dorsal. “Hoje os vídeos são muito menos para apresentar produtos e muito mais para contar histórias. O público quer autenticidade, é isso que as marcas buscam conosco”, comentou.

As palestras de Mike Ladman, da Droga5, e de Benoit Dunaigre, Havas | HRCLS, agências de publicidade da Inglaterra e da França, respectivamente, também trouxeram novas perspectivas sobre o futuro da propaganda mais ligado ao conteúdo, incluindo manifestações artísticas e culturais.

Do lado brasileiro, Roberto Guimarães da Oi Futuro mostrou como a empresa de telefonia incentiva talentos e estimula a criatividade e a inovação, fomentando a produção colaborativa na era digital. A cantora e compositora Rachell Luz e Danrley Calabrezi da 2ID music branding contaram o case de sucesso da Morana, que procurou aumentar o seu relacionamento com os clientes por meio de uma estratégia musical no ponto de venda.

Nos workshops, foi possível aprender os conceitos mais relevantes do music branding: desde como verificar o DNA musical de uma marca até a aplicação no ponto de venda. O painel Meet the Brazilian Festivals teve o objetivo de mostrar para profissionais das áreas de branding e marketing as possibilidades de ativação/patrocínios em alguns dos principais festivais de música independente do Brasil, tais como Se Rasgum, RecBeat, Sampa Jazz Festival, Poá Jazz Festival e Festival Bananada.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 e São Paulo e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Brasil Music Summit encerra edição de 2019 com USD 1 milhão de expectativa de negócios

Entre os dias 6 e 9 de fevereiro, a Unibes Cultural recebeu a segunda edição do Brasil Music Summit (BMS), que contou com a presença de mais de 500 credenciados e mais 1400 pessoas do público final, que foram assistir aos showcases. O evento é promovido pela Brasil Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Brasil Music Exchange (BME).

A conferência reuniu conteúdos relacionados a sync, music branding e live music com foco em exportação de música brasileira e fechamento de negócios internacionais. Os contatos realizados e as rodadas de negócios geraram expectativas de USD 1 milhão para os próximos 12 meses.

“Um dos nossos objetivos essenciais é fornecer às empresas brasileiras uma oportunidade única de entrar em contato com profissionais dos principais mercados-alvo da nossa música, sem precisar sair do Brasil. Para isso, realizamos um amplo trabalho de prospecção de nomes internacionais. Conseguimos atrair diferentes perfis de convidados”, explica o gerente de projetos da BM&A e diretor geral do evento, Leandro Ribeiro.

E completa: “todas estas ações são pioneiras e têm como objetivo deixar o mercado brasileiro da música mais maduro, gerando mais renda, empregos e negócios. Ao compararmos o Brasil com outras nações, percebemos que temos muita capacidade de crescimento em relação ao tamanho do país e à sua grandeza econômica. A Holanda, por exemplo, é 17ª economia mundial e gera USD 1 bilhão com o mercado da música, enquanto o Brasil, que é a 9ª economia, fatura apenas USD 480 milhões. Com isso, vemos que temos um potencial de crescimento de pelo menos USD 500 milhões por ano”.

Programação intensa

Leandro dividiu as atividades da programação com o diretor de live music, André Bourgeois, CEO da Urban Jungle, e o diretor de sync, Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, que foram essenciais nesse processo de busca dos melhores perfis. A abertura da programação teve a presença do diretor executivo da Unibes Cultural, Bruno Assami, do diretor da BM&A Juca Novaes e do diretor da Ancine-SP Carlos Ramos.

A programação se dividiu em quatro pilares: palestras e painéis, focados na apresentação de cases de sucesso e em debates relevantes para a indústria; workshops sobre temas práticos do dia a dia dos profissionais; atividades de negócios e networking, como rodadas de negócios e encontros, e showcases para apresentação de 23 bandas e artistas brasileiros, incluindo nomes como Céu e Karol Conka.

Os 28 convidados internacionais que estiveram no Brasil incluem programadores de festivais, bookers, music supervisors e representantes de agências de publicidade e veículos de mídia. Entre os profissionais de sincronização e music branding, está Jen Malone, indicada do Emmy pela série Atlanta e responsável pela trilha do recém-lançado Creed 2. A profissional ficou muito satisfeita de poder entrar em contato com novos nomes da música brasileira. “Gostei muito de conhecer artistas como Tássia Reis e Xenia França”, comentou.

A área de sincronização incluiu também brasileiros que realizam trabalhos com sucesso aqui e no exterior. É o caso da animação infantil Show da Luna, representada por André Abujamra (Mondo), Márcio Nigro (Mondo) e Kiko Mistrorigo (TV PinGuim), e do cantor e compositor de trilhas para cinema e TV Beto Villares. Dois segmentos também importantes, e-sports e games, mereceram destaque, com a presença dos brasileiros Samuel Ferrari (Mdois), Felipe Junqueira (Mdois), Thiago Adamo (Game Audio Academy) e do inglês Duncan Smith (Sony Playstation). Pete Kelly, head of music da rede inglesa BT Sport também marcou presença: “um excelente evento, um dos melhores em que já estive, com muito conteúdo interessante. Um ponto bastante positivo foi a possibilidade de conhecer novos artistas nos showcases”, declarou.

Na área de music branding, destaque para cases de agências de publicidade ou veículos de mídia que trabalham conteúdo editorial para marcas: a Droga5 e a Vice Media, ambas norte-americanas, e a francesa HAVAS | HRCLS. Entre os cases brasileiros, estiveram as marcas Morana e Oi.

Uma das atividades especiais desenvolvidas nesta área foi um mentoring em parceria com duas empresas: Grupo Fleury e Rappi. “Cada marca enviou previamente um briefing para um grupo de criativos de empresas ligadas à música para o desenvolvimento de projetos customizados”, explica Leandro. No dia 7 de fevereiro, todos os grupos apresentaram as ideias e receberam feedbacks.

A parte de live music contou com booking agents, programadores de festivais e centros culturais, como Barbican Center, Montreal Jazzfest, Festival d’été de Québec, Festival POP Montréal, Festival Rencontres Trans Musicales, Festival Les Suds à Arles e Les Escales Festival. O responsável por esse último, Jérôme Gaboriau, anunciou durante o encerramento do BMS, que fará um palco na próxima edição de seu evento, que acontece em julho, dedicado à cidade de São Paulo. “Para compor o lineup, selecionamos artistas que representam muito bem a música da cidade em diferentes estilos: Edgar, Céu, Sepultura, Tropkillaz, Tássia Reis, Teto Preto e Demônios da Garoa”, anunciou em primeira mão. Andreas Kisser, da banda Sepultura, e as cantoras Céu e Karol Conka fizeram palestras inspiradoras e emocionantes contando os segredos do desenvolvimento das sólidas carreiras no Brasil e no exterior.

O evento se encerrou com a palestra de Renato Martins, jornalista, pesquisador musical e fundador do selo/blog Funk na Caixa, que contou a história do funk, um dos gêneros musicais mais impactantes do mundo.

Primeiros music supervisors do Brasil

Entre os objetivos do BMS, está também a geração de conhecimento para quem quer atuar nas áreas de sincronização e music branding. Por isso, uma das iniciativas foi a realização de um workshop de formação de music supervisors. As atividades foram conduzidas pelas norte-americanas Justine Von Winterfeildt, que trabalhou na área musical da animação da Netflix Next Gen, e Samantha Schilling, diretora criativa da Songtradr, uma plataforma de licenciamento de música que conecta artistas a criadores de conteúdo, como cineastas, produtores de TV e marcas.

“Os Estados Unidos são hoje o país mais avançado do mundo no trabalho do music supervisor. Claro que existem pessoas responsáveis pela parte musical de produções audiovisuais no Brasil, mas aqui essa figura ainda não é tão estruturada quanto lá. Por isso, neste workshop, quisemos mostrar como os profissionais podem potencializar a sua atuação”, explica Samantha.

Para fechar essa atividade, no dia 8, dentro da programação do BMS, aconteceu um Music Supervision Forum, quando os participantes apresentaram os resultados do workshop de supervisão musical e foram realizadas discussões sobre como tornar o papel do music supervisor primordial em produções audiovisuais nacionais que tenham potencial de exportação.

A próxima edição do BMS acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2020 em São Paulo, e a programação continua nos dias 12 e 13 de fevereiro no Recife como parte do Porto Musical.

Brasil Music Summit 2017

Brasil Music Summit recebe mais de 40 convidados internacionais

A segunda edição do Brasil Music Summit acontece de 6 a 9 de fevereiro, na Unibes Cultural, em São Paulo. A plataforma de negócios, networking e propagação de conhecimento é promovida pela Brasil, Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) por meio do programa de exportação de música brasileira Brasil Music Exchange (BME).

O evento, voltado para profissionais da música com foco na geração de negócios no exterior, contará com cerca quarenta palestrantes do Brasil e do mercado internacional. Além de palestras e workshops, representantes da música brasileira contemporânea vão se revezar nos showcases que integram o Festival BMS. Céu, Karol Conka, Luedji Luna, Maria Beraldo, Tássia Reis, Xênia França e Horoyá são alguns dos nomes que fazem parte do line-up.

A conferência faz parte de uma série de ações que a BM&A criou para fomentar a música como parte da economia criativa brasileira, uma indústria ainda com grande potencial de crescimento para geração de renda e empregos. A curadoria desta segunda edição é formada por uma comissão que inclui Leandro Ribeiro da Silva, diretor geral do BMS e gerente de projetos da BM&A, André Bourgeois, CEO da Urban Jungle, e Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora.

“Percebemos que há muitos eventos de música no Brasil, mas nenhum realmente com o foco 100% em gerar negócios fora. E isso está no DNA da BM&A há muito tempo, desde que iniciamos o projeto de exportação Brasil Music Exchange, em conjunto com a Apex-Brasil, em 2003. Além disso, percebemos que muitos talentos e empreendedores da música não conseguem ainda participar de feiras internacionais. Então, nossa ideia é dar abertura e fazer algo aqui no país”, comenta Leandro. E completa: “neste ano, traremos uma ampla delegação de convidados internacionais. Na primeira edição, em 2017, já tivemos um grande grupo, mas agora intensificamos ainda mais os perfis, incluindo programadores de festivais, bookers e selos, para a parte de live music, e supervisores musicais para a parte de sincronização e music branding. Também fizemos parcerias com marcas interessadas nesses mercados”.

Para André Bourgeois, o BMS vai ter um papel de acelerador, de fomentar conexões entre a cultura da música brasileira e o mercado de fora. Acredito que, a cada ano, essa conferência vá crescer e apresentar resultados concretos de negócios, colocando no mapa internacional novos artistas brasileiros, além de fomentar a entrada da nossa música no mercado de audiovisual e em festivais”, diz.

Festival BMS

O line-up do Festival BMS vai contar com apresentações de vinte e três bandas e artistas brasileiros, que foram selecionados por uma curadoria de profissionais do mercado nacional e internacional: Pete Kelly, music supervisor da BT Sport Channel, Geoff Siegel, music supervisor na Fundamental Music, Jérôme Gaboriau, diretor de programação do Festival Les Escales, André Bourgeois, diretor de programação do BMS (live music), Mário di Poi, diretor de programação do BMS (sync e music branding) e Leandro Ribeiro da Silva, diretor geral do BMS e gerente de projetos da Brasil, Música & Artes (BM&A).

O festival será aberto ao público final, que deverá fazer uma reserva online e retirar os ingressos com uma hora de antecedência do primeiro show do dia, na área de credenciamento da Unibes Cultural.

Confira a programação completa.