Primeiro dia do BMS apresenta cases e tendências de sincronização

O primeiro dia de painéis e palestras do Brasil Music Summit: Sync & Music Branding – evento promovido pelo Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música brasileira realizado pela Brasil, Música & Artes (BM&A) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – contou com discussões de diversos temas relevantes para sincronização: o relacionamento entre ofertantes de música e produtores do mercado audiovisual, as tendências trazidas pela realidade virtual, o poder da música na animação e o trabalho em megaeventos.

Na primeira palestra, Samantha Schilling, da Reel Muzik Werks, falou sobre a divulgação da música e deu dicas sobre o que os produtores procuram: “o mais importante são os relacionamentos. Saber o que você está fazendo e para quem está fazendo. Além disso, é necessário divulgar o seu trabalho, muitas pessoas não procuram um tipo de música simplesmente por não saber que ela existe”.


Já no painel ligado às tendências, moderado por Mário Di Poi, da Inputsom Arte Sonora, e comandada por Fábio Hofnik, da Hyper VR, Bernardo Massot e Evandro Cavalcanti, ambos da Sonido, os profissionais falaram sobre o crescimento da realidade virtual. Para Fábio, “a realidade virtual deve superar a televisão, pois a tendência é migrar para novas mídias. E essa área está recebendo muito investimento”.


Cases de sucesso

Dentro dos painéis que apresentaram cases de sucesso, Alexandre Guerra, da Inputsom Arte Sonora e Maurício Dias, da Grifa Filmes, falaram sobre todo o processo criativo envolvido na trilha sonora da série “Salvos de Extinção”, que teve trilha gravada na Hungria.


Ruben Feffer
e Gustavo Kurlat, ambos da Ultrassom, deram detalhes sobre como funciona o processo de criação de trilhar sonoras para animação. Para isso, apresentaram passo a passo do desenho “O menino e o mundo“, que chegou inclusive a concorrer ao Oscar. “A narrativa foi criada pela música de maneira que cada lugar onde o personagem principal passa traga referências”, comentou Kurlat. 


Otávio de Moraes contou a experiência de participar de um megaevento. No caso, a Copa do Mundo de 2014. Ele foi responsável pela abertura e encerramento do evento. Em um processo bastante complexo, que levou oito meses, enfrentou diversos desafios. Entre eles, a necessidade de realizar uma música universal, na qual diversas nações se vissem representadas.


Sobre o BME

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, o BME realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.

Confira algumas fotos das palestras: