BME promove evento com foco em sincronização e music branding pela primeira vez no Brasil

Com o objetivo de fornecer conteúdo e gerar negócios para profissionais do mercado musical nas áreas de sincronização e music branding, o BME (Brasil Music Exchange), projeto de exportação de música brasileira realizado por meio de uma parceria entre a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), criou o Brasil Music Summit: Sync & Music Branding. O evento acontece durante os dias 4 e 5 de dezembro, na Unibes Cultural, e conta com a participação de profissionais nacionais e internacionais em palestras, workshops, showcases e rodadas de negócios.


A ideia do evento surgiu quando o BME estudou o potencial fonográfico brasileiro dentro da cadeia de negócios e percebeu que as áreas de sync e music branding ainda são poucos exploradas no país e possuem muito espaço para se desenvolver. Em 2016, o mercado fonográfico nacional faturou US$ 229,8 milhões. Quando falamos de internet, o Brasil não fica muito atrás e ocupa o quinto lugar em número de usuários digitais, com cerca de 102 milhões de pessoas. Na Netflix, os brasileiros ficam em 10º lugar no ranking de “supermaratonistas”, termo que define os assinantes que assistem à temporada de uma série durante as primeiras 24h do lançamento. No Youtube, o país é sexto no mundo com base em visualizações de vídeo.


Segundo Leandro Ribeiro, gerente do projeto, o evento é importante para expandir esse tipo de negócio entre os profissionais brasileiros e estrangeiros. “A ideia é dar um ponta-pé inicial sobre o assunto, trazendo oportunidades de negócios, networking e conhecimento. Ainda estamos engatinhando por aqui em tudo que diz respeito a estes temas, então, é um início para colhermos frutos a longo prazo”, detalha.

Convidados nacionais e internacionais

A programação já tem nomes confirmados como Samantha Schilling, Creative Director da Reel Muzik Werks, Mario Di Poi, diretor executivo da Inputsom Arte Sonora, Geoff Siegel, fundador e CEO da Fundamental Music, Joel High, CEO da Creative Control Entertainment. Também merece destaque a presença de Yassine Saidi, Global Senior Head of Lifestyle da Puma, que vem ao Brasil discutir e procurar oportunidades nas áreas de Music Branding.

Mercado com potencial

Um estudo realizado pela International Federation of the Phonograph Industry (IFPI) aponta que a sincronização representa 2,3% das receitas de músicas gravadas atualmente no mundo, o que significa US$ 370 milhões de um total de US$ 15, 7 bilhões. Segundo Mario Di Poi, produtor da Inputsom Arte Sonara, a “Lei da TV Paga” (12.485/2011) impulsionou a ascensão deste setor. ”A exigência aumenta significativamente a demanda por conteúdo brasileiro nos canais de televisão e, consequentemente, por música. A cadeia produtiva musical está cada vez mais preparada para se unir ao audiovisual”, garante.


Em vigor desde 2012, o texto estabelece que os canais pagos veiculem pelo menos 3h30 semanais de produções nacionais em horário nobre, sendo metade desse conteúdo obrigatoriamente criado por empresas independentes. Em 2016, os canais de TV por assinatura exibiram mais conteúdo nacional do que o mínimo exigido pela Lei, de acordo com um relatório produzido pela Ancine (Agência Nacional de Cinema).


Além do faturamento com o licenciamento de música, os negócios com sincronização influenciam diretamente as receitas com direitos autorais por execução pública. Em 2016, os valores globais representaram US$ 2,15 bilhões totalizando 13,7% das receitas totais do mercado fonográfico, um aumento de 7% em relação a 2015. No Brasil, o valor corresponde a US$ 84 milhões.


Leandro explica que, especialmente no caso de sync, mesmo projetos desenvolvidos aqui no Brasil podem representar um aumento nas receitas de exportação. “Muitos projetos audiovisuais são transmitidos no exterior – como é o caso de programas de TV, filmes, animações – ou seja, mesmo que toda a produção tenha sido feita aqui no Brasil, a partir do momento em que ele é licenciado e executado fora, todos os envolvidos ainda lucram com os direitos autorais sobre execução pública”, conclui
.

Para mais informações, visite o site do evento.

Programação

Rodadas de negócios (4/12 e 5/12 – manhã)

Voltadas somente para empresas que atuam no mercado de sync & music branding e associadas da BM&A. As empresas que não atendem os requisitos mínimos – podem usar nossa plataforma de networking para agendar suas próprias reuniões. Saiba mais através do link.


Showcases
(4/12 e 5/12 – noite)

Com o objetivo de mostrar um panorama da cena atual da música brasileira, o BME organizou showcases que serão apresentados durante os dois dias do evento, no período da noite. Os associados da BM&A têm direito a uma ajuda de custo com valor ainda a definir e, especialmente para quem é de fora de SP, o valor as passagens aéreas. As inscrições vão até 06 de novembro e somente artistas independentes, managers e produtores podem enviar propostas. Veja as regras e o cronograma aqui.


Palestras e painéis
(4/12 e 5/12)

Apresentação de cases de sucesso e tendências dentro dos mercados de sync & music branding para todos os credenciados com tradução simultânea. Consulte a programação.


Workshops
(4/12 e 5/12)

Profissionais convidados irão ensinar a ferramentas e processos do mercado de Sync & Music Branding. As vagas são limitadas, e os workshops são separados por níveis de maturidade de gestão. Ou seja, os “workshops free” podem ser considerados assuntos para iniciantes e os “workshops pro” tratam de assuntos mais complexos. Alguns deles, serão somente em inglês, já que o professor será estrangeiro.

Mais detalhes aqui.


Pitching
(4/12 e 5/12)

Voltado para empresas e profissionais que desenvolvem projetos no mercado audiovisual nas áreas de cinema, TV, games, entre outras, que poderão apresentar seus projetos para profissionais do mercado da música com o objetivo de conseguir identificar um parceiro adequado.

Veja mais aqui.

Sobre o BME

O Brasil Music Exchange (BME) é um projeto de auxílio à exportação de música desenvolvido desde 2002 por meio de uma parceria entre a Brasil Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para essa finalidade, realiza diversas atividades de promoção de negócios e imagem internacional.